Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/10/2018

Em 1937, os ouvinte da rádio Hora do Brasil foram surpreendidos com o anúncio de um plano, cujo o objetivo era derrubar o presidente Getúlio Vargas do poder, entretanto, descobriu-se que era na verdade uma farsa criada por Olímpio Mourão para garantir a permanência de Vargas no poder, conhecido como Plano Cohen. De maneira análoga, há uma imensa massa populacional nos dias atuais, que se mantém vítima do jornalismo manipulado, cujo as causas estão relacionadas aos interesses socioeconômicos e pela falta de criminalização de quem compartilha informações falsas, conhecidas como “fake news”.

É primordial ressaltar que a internet exerce um papel importante na disseminação de notícias falsas. Segundo um levantamento feito pela Universidade de São Paulo (USP), cerca de 12 milhões de pessoas compartilham notícias inverídicas por meio das redes sociais. Isso acontece devido os materiais sensacionalistas e aos títulos intrigantes, também chamados de “clickbaits”, que despertam o interesse e a curiosidades dos leitores, gerando lucro para os proprietários que veiculam as “fake news”.

Outro fator importante é a facilidade com que as notícias falsas circulam no país, sem que haja intervenção jurídica. De acordo com o Deputado Federal Fábio Trad, as “fake news” devem se tornar um crime contra a fé pública, citando, como exemplo, o caso de Fabiane Maria de Jesus, que foi morta em 2014 após ser vítima de notícias falsas que a acusavam de praticar magia negra em crianças. Nota-se, que o compartilhamento desse tipo de informação demanda perigo para a sociedade e requer uma maior investigação.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, investir na criação de marcadores capazes de identificar possíveis “fake news”, analisando suas fontes e autores, de modo que essa ferramenta seja acessível para toda a população, em aparelhos de fácil acesso, como celulares, a fim de que todos possam checar a veracidade das notícias. Por conseguinte, o Ministério da Justiça deverá atuar, conforme previsto na Legislação Brasileira, na proibição do compartilhamento de notícias falsas, aplicando a devida punição aos responsáveis pelo ato, com o intuito de incentivar a sociedade ao senso crítico e ao cumprimento das leis.