Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 25/10/2018
Guy Debord definiu, em sua obra “A Sociedade do Espetáculo”, a comunidade atual como uma relação de pessoas mediadas por imagens, desse modo, em consonância a isso, é indubitável o poder que montagens de ‘fake news" tem de influenciar os indivíduos.Ademais, a periculosidade desses fatos enganosos tem sido evidenciada no roubo da autonomia de voto do cidadão, bem como a dignidade e até a vida de inocentes. Com efeito, é necessária a ação dos agentes adequados a fim de mitigar a ludibriação virtual.
Em 2016, foi comprovado que a empresa “Cambridge Analytica” fez uso de “Big Data”, acesso a um grande conjunto de dados individuais de eleitores com o fito de ajustar as propostas eleitorais, ou seja, mentir, com base no interesses dos sufragistas, o que contribuiu decisivamente para a vitória de Donald Trump para a presidência estadunidense.Dessa forma, ao contrário do que disse o discípulo de Platão, Aristóteles, que “A política tem o fim de conduzir o homem a felicidade”, através de ultraje, a arte de governar tem sido usada para manipular quem ela deveria defender.
Sob esse viés de informações únicas e ajustadas, Chimamanda Ngozi, escritora nigeriana disse que ficou deslumbrada ao ver um lindo cesto de palha produzido por um colega, pois a única informação que ela já havia tido sobre ele era de que se tratava de alguém muito pobre, sendo assim, não esperava que algo tão bonito poderia ser obra dele. Analogamente, nisso consiste a problemática da transmissão de uma informação única sobre alguém, em especial, as falsas, ela vilipendia o indivíduo, tal como ocorreu a Fabiane Maria de Jesus, que foi espancada até a morte por moradores do Guarujá em 2014 após ter sua foto divulgada como a de uma sequestradora infantil.
Destarte, os membros da Câmara dos Deputados devem combater a divulgação de mentiras online por meio da criação de uma emenda a constituição cidadã de 1988, que especifique junto ao crime de calúnia os casos de quem intensificar e transmitir dados errôneos adiante, de forma consciente ou não. Outrossim, estudantes do curso de tecnologia da informação devem produzir palestras em escolas da rede pública para ensinar adolescentes a identificar notícias adulteradas e os perigos da sua transmissão, como também levar panfletos informativos, feitos por meio de verbas para a educação, para que os jovens os distribuam em casa. Desse modo, mitigar-se-ão os fatos alterados e também os importunos relacionados a eles.