Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/10/2018

Weber defendia como tese que os processos e fenômenos sociais são dinâmicos e mutáveis, os quais necessitam ser interpretados para que deles se extraia o seu sentido. Nessa lógica, pode-se afirmar que a questão do Fake News no Brasil exige uma discussão mais ampla, sobre como uma sociedade que se declara civilizada e globalizada ainda perpetua atitudes que provocam retrocesso, como os perigos das notícias falsas.

É pertinente considerar, antes de tudo, o papel subjetivo da coletividade. Para Durkheim, a consciência coletiva é capaz de coagir os indivíduos a agirem de acordo com as regas de conduta prevalecentes. Seguindo essa linha de pensamento, é possível perceber que, no Brasil, persiste ainda uma sociedade que não superou os desafios para acabar com o compartilhamento de matérias falsas. Isso acontece principalmente na internet com as redes sociais, pois esses Fake News aparentam ser verdadeiros, assim acabam sendo compartilhados sem o mínimo de senso crítico dos indivíduos. Dessa forma, a ignorância coletiva e a desinformação acabam trazendo diversos riscos para a população.               Paralelamente, devemos também destacar as consequências dessa problemática, que traz diversos perigos para a sociedade. Infelizmente, a ausência de instrução e conhecimento da população sobre os riscos das notícias falsas tem sido um dos principais catalizadores desse problema, pois essas matérias sem o cunho de verdades podem denegrir a imagem de alguém e provocar atos de violências. Tudo isso, em paralelo à negligência do Governo em investimentos em trabalhos de caráter informativo, sobre as causas e consequências dos perigos na era da informação.

Ficam claros, portanto, os desafios enfrentados para acabar com as notícias falsas no Brasil, e que esse fato social causa regresso. Logo, é imprescindível que por meio de associações do Estado, a questão do Fake News seja incluída em debates através de campanhas publicitárias veiculadas nos meios de comunicação de massa, tais como televisão, rádio, bem como, nas redes sociais, com o intuito de informar a população sobre essas notícias falsas na internet e também como identificar os Fake, objetivando o senso crítico nos indivíduos, para que sempre pesquisem as fontes da informação antes do compartilhamento. Outrossim, a escola deve abordar o assunto por meio de atividades lúdicas envolvendo os alunos, mostrando a diferença na pratica entre notícias verdadeiras e falsas, a fim da formação de indivíduos com um olhar crítico. Assim, em consonância com as ideias narradas por weber, se forme uma sociedade mutável, com a possibilidade da diminuição dessa problemática no Brasil.