Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/10/2018

Na atualidade brasileira, o surgimento das “fake news” se tornou um perigo para a sociedade, pois com o avanço das redes sociais houve maior disseminação de fatos. Além disso, a falta de atualização no Código Penal brasileiro leva a impunidade e disseminação de tais atos.

Notícias falsas sempre existiram na humanidade, porém tomou grande proporção com o surgimento da internet. Desde que o Homo sapiens agrupou-se em comunidade, a troca de informações no cotidiano impactou na evolução da espécie e, portanto, no século XXI, aumentou com o surgimento das redes sociais na internet, disseminando notícias, sendo verdadeiras ou não, de forma mais dinâmica. Diariamente, as “fake news” caracterizam-se pelo pedido enfático de compartilhamento, tom alarmante, origem e local desconhecidos e, logo, são espalhadas por usuários que não tem a responsabilidade de checar a veracidade de informações. Situações políticas até informações pessoais como, por exemplo, a campanha eleitoral de candidatos que difamam concorrentes, acidentes e movimentação em vias e espaços públicos, mentiras entre cidadãos e grupos sociais são frequentes no espaço virtual (WhatsApp, Facebook, blogs e outras redes) e podem gerar serias consequências como o caso de uma senhora morta na cidade do Guarujá, após uma “fake news” acusá-la de bruxaria em 2014.

Apesar do reajuste frequente do código penal no Brasil, a lei  ainda possui falhas. Atualmente, as “fake news” são basicamente na internet, local onde o código penal não tem punições específicas e apresenta-se inapto em lidar com notícias falsas na internet, portanto, deixando inúmeros processos impunes. Um exemplo dessa má aplicação do Estado são os artigos 138 e 139 que punem por calúnia e difamação processos tanto dentro quanto fora do espaço virtual.

É perceptível que o problema está no despreparo da população em discernir a veracidade de informações e  do Estado em combate-lo. Logo, é necessário a união do governo com a imprensa e as empresas ciberneticas no esclarecimento da população em identificar as “fake news” por meio de quadros jornalísticos, propagandas e rastreamento de notícias. A Secretaria da Educação deve criar feiras, projetos e palestras nas escolas e a Câmara dos Deputados deve criar leis mais específicas e rígidas em relação ao espaço virtual. Somente assim, será possível evitar a proliferação desse problema social de grande escala.