Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/10/2018

Sofismo Hodierno

Durante o período da Grécia Antiga, os sofistas eram conhecidos por se utilizarem da retórica como forma de manipular a verdade em detrimento de interesses de grupos sociais, ou seja, eram retóricos estudiosos que relativizavam a verdade. Contudo, tal ideia não se restringiu apenas àquela época, sendo perpetuada por toda a história até os dias atuais, tornando-se cada vez mais perigosa. Nessa perspectiva, torna-se evidente que a distorção da verdade não é algo do mundo moderno e sim uma questão histórica, apesar de sua propagação ser mais intensa na era informacional, seja pela manipulação das massas, seja pela manutenção da fake news pela sociedade hodierna.

A princípio, destaca-se a mídia e seus interesses como impulsionadores dos perigos da fake news. Consoante ao conceito de pós-verdade, esta é colocada em segundo plano quando uma informação recorre às crenças das massas, o que resulta em opiniões públicas manipuláveis. Sob tal ótica, nota-se que a mídia utiliza disso, à medida que usa seus interesses políticos-econômicos para propagar notícias falsas e manipular a opinião crítica da sociedade. Dessa maneira, evidencia-se que a fomentação de notícias tendenciosas por esses meios de comunicação ganham proporções grandiosas, o que torna uma ameaça ao pensamento crítico do indivíduo e interfere na vida pessoal dos envolvidos.

Há de se considerar, também, a manutenção da fake news pela sociedade como vetor dos perigos dessa problemática. De acordo com pesquisas feitas por renomados institutos e faculdades, mais de  milhões de pessoas compartilham notícias falsas por ano, assim, fica claro a falta de preocupação social com a veracidade das informações e de suas fontes. Esse quadro de irresponsabilidade por acarretar sérios danos à vida de alguém, podendo levar até casos de depressão e suicídios. Desse modo, é notório que a sociedade propaga cada vez mais boatos de maneira irresponsável, o que agrava problemas psicossomáticos e potencializa problemas no corpo social.

Infere-se, por conseguinte, que a era informacional potencializou a fomentação das fakes news e sua consequências. Nesse sentido, faz-se necessário que o Pode Público, por intermédio de agências regulamentadoras, crie medidas punitivas a jornais, sites ou meios de comunicação que utilizem de informes inverídicos como fonte de matéria, com a aplicação de processos e multas. Com isso, ocorrerá uma atenuação dessa problemática por parte das massas. Ademais, cabe ao Poder Legislativo, por meio da parceria com o Poder Judiciário, a tipificação da fake news como crime, reformulando e cumprindo medidas que punam àqueles que divulgarem falácias, com o fito de diminuir sua propagação e seu perigo no corpo social. Assim, poder-se-á, aos poucos, acabar com as retóricas sofistas hodiernas.