Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 25/10/2018
Durante a conjuntura do século XXI, verifica-se que as ´´fake news´´ se tornaram uma mazela social, por culminarem em vários problemas, como, por exemplo, a interferência em resultados eleitorais. Hodiernamente, no Brasil, diversas conquistas em prol dessa temática já foram alcançadas – a exemplo de uma maior abordagem do problema em meios midiáticos, deixando a população mais ciente. Todavia, esses avanços foram insuficientes para conter a sua ampla difusão e a sua influência social, necessitando, assim, da criação de novas medidas para mitigar essa situação, pois, consoante ao escritor irlandês George Shaw, ´´O progresso é impossível sem mudanças´´.
É indubitável, a princípio, que o interesse de terceiros tem provocado a ampla difusão das ´´fake news´´ . Posto isso, ressalta-se que, diversas empresas e políticos, veem nela uma forma de se promoverem, seja por exaltação própria, ou seja pela difamação do outro. Nesse sentido, convém salientar que já existe um projeto de lei que criminaliza a propagação de notícias falsas, não obstante, os políticos não têm interesse em aprová-la, visto que alguns fazem uso dela. Desse modo, urge a necessidade de cessar o interesse de terceiros nas ´´fake news´´, para impedir a persistência da sua difusão.
Outrossim, destaca-se a falta de criticidade das pessoas com as ´´fake news´´ como responsável pela sua influência social. Diante disso, nota-se que, muitas vezes, ao receber conteúdos, os indivíduos propagam eles sem ao menos verificar sua veracidade, aumentando, ainda mais, a difusão dessas notícias falsas. Nessa perspectiva, Newton criou a ´´Lei da inércia´´, a qual afirma que um corpo tende a manter seu estado até que uma força atue sobre ele. Apesar de isso ser uma lei da física, ela se aplica no âmbito social, visto que se vive uma situação em que poucas pessoas se mobilizam para mudar a alienação da população, pois se utilizam dela para obter vantagens. Logo, requer a necessidade de combate à falta de criticidade das pessoas, para evitar a permanência da difusão de notícias falsas.
Evidencia-se, portanto, que a problemática das ´´fake news´´ é decorrente do interesse de terceiros e da falta de criticidade das pessoas. Com o fito de atenuar esses impasses, é necessária uma maior atuação do Ministério Público, em conjunto com a população, para que busquem a aprovação da lei que criminaliza notícias falsas, através da cobrança de atitude dos deputas, impedindo a sua ampla difusão. Ademais, compete à Mídia, em conjunto com escolas, promoverem maior criticidade da população, por meio de debates e ensinamentos que promovam a mudança de comportamento, evitando a passividade no recebimento de informações. Dessa forma, poder-se-á alcançar o progresso social, concomitante à minimização gradativa das ´´fake news´´ no Brasil.