Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/10/2018

O termo “hoax” significa embuste, ou farsa. É uma espécie de boato, uma mensagem de conteúdo alarmante ou irreal elaborado, para que seja espalhado por várias pessoas com atuação principalmente na internet. Suas motivações são diversas e suas consequências ainda maiores, razão pela qual este tipo de conteúdo deve ser combatido.

É inegável que, atualmente, as redes sociais se tornaram o principal canal dos hoaxes. Não é difícil se deparar com anúncios apelativos disfarçados de notícias. Isso porque alguns portais informativos na internet ganham por cliques, assim fazem uso do conceito de “pós-verdade”, baseados no princípio de que é mais efetivo fazer apelos emocionais que apresentar fatos na hora de formar a opinião pública, como abordado pela revista Radis. Logo, esses sites tendem a fazer habitual uso de títulos sensacionalistas e enganosos para constantemente causar no usuário comoção ou revolta, no intuito de que ele prolifere aquele link antes mesmo de clicar, a fim de conferir a veracidade da notícia.

Segundo estudo realizado pela Universidade de Stanford revelou-se, em 2016, que 80% dos estudantes nos Estados Unidos não conseguem diferenciar notícias normais de anúncios. Isso torna mais fácil a disseminação de hoaxes pela internet. Além disso, uma notícia falsa pode prejudicar fortemente a imagem de um indivíduo ou empresa, conferindo-lhe uma série de problemas, como danos à sua integridade moral ou física. Há, ainda, claros exemplos de escândalos envolvendo Fake News na política, como a eleição de Trump, já que o republicano usou dados falsos para fazer afirmações ou exagerar problemas que existem de fato. O hoax pode ser prejudicial tanto para quem o cria, quanto para a vítima ou quem o compartilha. De acordo com o Art. 5 da Constituição Federal, a produção e divulgação de conteúdo é livre; mas se a entidade referida sentir-se depreciada de alguma maneira poderá recorrer a justiça e exigir ressarcimento, seja financeiro ou direito a resposta.

Fica claro, portanto, que a disseminação de falsas notícias torna-se recorrente devido à liberdade dada aos usuários da internet de publicarem e compartilharem o que quiserem. Todavia, para combater o problema gerado pelos hoaxes é necessário que as redes sociais facilitem o processo de denúncias desse tipo de conteúdo através de opções de reportagem, além de estabelecerem parcerias com empresas de checagem de fatos para validar a denúncia. Também é imprescindível a atuação do Ministério da Educação, investindo para que as escolas promovam discussões entre os alunos buscando reforçar a vigilância epistêmica, para que eles saibam separar aquilo em que podem se engajar do que deve-se desconfiar, de modo que assim, formem-se usuários mais engajados  e os boatos tornem-se, gradualmente, menos recorrentes.