Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 25/10/2018
Em 2016, pós-verdade foi escolhida a palavra do ano pelo dicionário Oxford. Esse termo designa situações em que as emoções ou crenças pessoais afetam mais a opinião pública que os fatos objetivos. Utilizando-se desse contexto, surgem as famosas “fake news”, notícias falsas criadas com o objetivo de ganho fácil de curtidas e compartilhamentos. Não é difícil perceber, contudo, que elas podem trazer sérios problemas à sociedade.
Em primeiro lugar, é necessário entender o cenário em que estamos inseridos. Com a globalização e a evolução dos meios de comunicação, a população é, a todo momento, bombardeada com inúmeras informações. No entanto, em um mundo capitalista, em que tempo é dinheiro, dificilmente ocorre a leitura aprofundada dessas notícias, tampouco a pesquisa sobre a veracidade delas, ocasionando, dessa forma, a reprodução de mentiras. Um exemplo claro disso ocorreu quando circularam notícias alegando que o Dráuzio Varella afirmou que mamografias causavam câncer de tireoide - o que não é verdade -, e, como consequência, muitas mulheres evitaram o exame, comprovando a gravidade do problema.
Além disso, é preciso mencionar a força que a mídia possui na contemporaneidade. Considerada por muitos um quarto poder, ela pode atuar consideravelmente nos rumos políticos de um país. Isso porque ao mesmo tempo que pode levar esclarecimento à população, pode ocorrer a circulação de notícias falsas acerca de políticos e partidos, afetando, assim, a democracia de um Estado. Prova disso foram as eleições de 2016 dos Estados Unidos, em que concorreram Donald Trump e Hillary Clinton, e houve a maciça utilização de fake news, que, por várias vezes, possuiu mais alcance que notícias verdadeiras. Sendo assim, nota-se que não a necessidade de impedir que as lutas por liberdade política e civil das sociedades sejam ameaçadas por inverdades que visam beneficiar uma parte ínfima da população.
Fica clara, portanto, a gravidade da circulação de notícias mentirosas. Como forma de acabar com esse problema, as escolas, com o auxílio de organizações não governamentais, podem abordar o assunto e, por meio de rodas de conversa, orientar sobre os perigos das fake news e como identificá-las. Para ampliar o público alertado, a mídia, com ajuda do Estado, pode promover a circulação de comerciais educativos acerca da problemática, em que seja mostradas as principais características das informações falsas e como fugir delas. A partir dessas atitudes, a população poderá se proteger contra os danos dessa mazela do século XXI.