Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 26/10/2018

Conhecimento adequado

Segundo a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5, todo cidadão tem direito ao acesso à informação fundamentada em princípios verdadeiros. Contudo, essa Magna Carta é deturpada ao analisar-se as falsas notícias que norteiam os indivíduos na era da tecnologia. Tais “Fake News” deixam bem claro os problemas educacionais e o domínio de grandes empresas e líderes públicos que influenciam os indivíduos para fins pessoais.

Deve-se pontuar, de início, que a má formação educacional é um fator determinante para a aceitação de notícias que deturpam a realidade, pois a proliferação das “Fake News” mostram a falta de investimento na educação do indivíduo, pois como ressaltou o filósofo  norte-americano John Dewey: “A educação é um processo social, é desenvolvimento”, e quando não há um investimento adequado na base educacional as pessoas passam a propagar notícias falsas, por não terem conhecimento adequado.

Além do mais, a propagação das “Fake News” ocorrem não só em detrimento das grandes empresas que publicam notícias para fins lucrativos, mas também por líderes públicos. Tal argumento é evidenciado ao analisar a questão nazista em 1933, onde o ditador Adolf Hitler propagou a falsa notícia que os judeus eram culpados pela crise na Alemanha, porém sabe-se que a causa foram questões políticas e de guerras. Dessa forma, é possível evidenciar que as falsas notícias têm interesses pessoais.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário a interferência governamental a fim de acabar com a propagação das “Fake News”. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Segurança, criarem campanhas  que conscientizem a população virtual à analisar as fontes das notícias, e também promover programas tecnológicos de rastreamento das “Fake News”, viabilizando o fim da propagação por meio da internet.