Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 25/10/2018
As notícias falsas, popularmente conhecidas como fake news, são um conteúdo sensacionalista, disseminado pela mídia marrom, que não tem compromisso com a verdade, para obter algum tipo de benefício, geralmente político ou financeiro. No Brasil, o maior exemplo é a propagação do plano Cohen, uma suposta ameaça comunista ao país, como contexto para um golpe com a permanência do presidente Getúlio Vargas no poder e a instauração de uma ditadura. Nessa perspectiva, as notícias falsas mostram-se com grande poder de manipulação pela falta de conhecimento das massas e, com o advento das tecnologias de informação, pela rápida distribuição.
A manipulação causada por notícias falsas pode causar danos irreversíveis à população. Um exemplo disso é movimento anti-vacinas, iniciado após um médico inglês publicar na revista médica The Lancet seu estudo sobre autismo, no qual ele concluiu ser a vacinação causa da doença nas crianças. Dessa forma, essa informação espalhou-se pelo mundo, até que se descobriu o conflito de interesses desse médico, pois havia produtos seus na indústria farmacêutica, e sua manipulação dos dados da pesquisa para ser favorável aos seus objetivos. Assim, mesmo depois da revista The Lancet ter se retratado perante a sociedade as consequências reverberaram até os dias de hoje com o movimento anti vacinação ainda vivo e a propagação de doenças como sarampo ocasionando surtos em todo o globo, por conta da falta de imunização.
Ademais, a internet tornou-se um excelente veículo de disseminação de notícias falsa, pois basta um clique do usuário para que ele leia e propague esse tipo de conteúdo. Segundo o instituto de tecnologia de Massachusetts (MIT) as fake news se espalha 70% mais rápido que as notícias verdadeiras. Nesse sentido, por tamanha rapidez a checagem das fontes não é realizada e a quantidade de pessoas que podem ser prejudicadas é enorme.
Nesse panorama, a verificação dos fatos torna-se de extrema importância nas sociedades contemporâneas. Por isso, a fim de garantir a qualidade da informação o poder legislativo, na figura do senado federal e da câmara de deputados, deve criar uma lei com a obrigatoriedade de redes sociais, como o Facebook, criarem ferramentas contra a propagação de informações sem as devidas fontes confiáveis. Além disso, o Ministério da Educação em conjunto com as mídias devem promover palestras educativas em escolas para todas as series sobre como identificar a veracidade de uma informação e campanhas publicitárias para a população, em horário nobre da tv, om o intuito de atingir o máximo de pessoas e haja diminuição da propagação das noticias falsas. Nesse sentido, com a melhora da qualidade de informações disseminadas o povo brasileiro será mais esclarecido.