Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 26/10/2018

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade funciona como um corpo biológico em que o mau funcionamento de umas das partes provoca um colapso total. Paralelamente a isso, os perigos das  “fake news” demonstram a influência das crenças pessoais afetando mais a opinião pública do que questões objetivas e a falta de conhecimento sobre o que é fato ou não, mesmo com a facilidade da pesquisa das notícias. Portanto, é necessário que, por meio da educação digital em identificar “fake news” evitando seus compartilhamentos e do compromisso governamental na punição dos mentirosos, as pessoas possam se sentir mais seguras na era da informação, visto que esse problema seja atual conquanto tenha arraigados fatos históricos com consequências pautadas no socioculturalismo.

Em primeira análise, historicamente inferindo, no século XX na Alemanha, Hitler difundia uma imagem falsa dos judeus considerando-os como perigos sociais para justificar o seu preconceito com o judaísmo. Sendo assim, influenciou muitas pessoas a pensarem da mesma forma apoiando o genocídio dos judeus. Com isso, não só no passado como também na contemporaneidade, notícias falsas influenciam algumas pessoas a cometerem crimes por acreditarem em boatos, ao invés de procurarem amparo investigativo policial, fazem justiça com as próprias mãos. Além disso, “fake news” podem gerar “cyberbullying” por afetarem negativamente a imagem das vítimas, gerando críticas sociais, o que causa prejuízos psicológicos, como a depressão.

Ademais, o sociólogo Zygmunt Bauman conceitua a nova era como a era da modernidade líquida, caracterizada pela fluidez das relações interpessoais com destaque para o egoísmo exacerbado. Junto a isso, há a influência da cultura capitalista que visa conseguir dinheiro a qualquer custo. De fato, como ocorreu na véspera das eleições americanas de 2016, em que após a publicação em um site na  Califórnia de que um agente do FBI havia sido encontrado morto por publicar um e-mail de Hillary Clinton, levou a população a achar que um assassinato com fins políticos havia sido cometido pela família Clinton. Porém, o jornalista responsável pela notícia afirmou que era falsa e faturou 8 mil dólares com a mentira, sem se importar com o impacto negativo que gerou para a família Clinton.

Destarte, é necessário que haja educação digital para identificação de “fake news” e hajam denúncias contra os publicadores mentirosos. Para isso os Ministérios da Educação de cada país em coadunação com os Ministérios da Segurança Pública devem, respectivamente, incentivar nas escolas o ensino sobre as “fake news” ajudando identificá-las e punirem os autores mentirosos influenciando sua denúncia através da imprensa. Agindo por meio de professores que expliquem as características comuns das notícias falsas e da justiça condenando os mentirosos por calúnia e difamação.