Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/10/2018

Liberdade Subvertida

O atual presidente americano, Donald Trump, foi acusado de se beneficiar de “Fake News” em sua campanha eleitoral. Este termo do inglês é designado para notícias falsas. Não obstante, no Brasil, diversas manchetes enganosas foram publicadas durante as eleições presidenciais. Convém analisar os possíveis efeitos deste fenômeno midiático, tendo como as repercussões na democracia e economia.

Primeiramente, é indubitável que a democracia brasileira, pode sofrer danos com a propagação de tais informações caluniosas. Nesta perspectiva, segundo Michel Foucault, toda linguagem exerce influência inconsciente sobre os indivíduos. Deste modo, as “Fake News” podem gerar um curral eleitoral como durante o coronelismo, visto que o número de publicações incoerentes e o controle simbólico que exercem sobre a população descrito por Foucault formam uma equação diretamente proporcional.

Ademais, as bolsas de valores podem ser afetadas facilmente pelas notícias falsas devido a um de seus principais fatores reguladores, a especulação. Tal prática rege o mercado financeiro embasando-se em informes financeiros. Neste panorama, publicações inverídicas, no Brasil, podem mover esta engrenagem, e fazer despencarem ações de empresas como a Petrobras e, consecutivamente, os investimentos que tais instituições recebem. Por fim, tem-se que não combater essa situação fragiliza a economia nacional.

É evidente, portanto, que o Ministério Público deve instaurar ações judiciais contra quem promove as “Fake News” sob a alegação mínima de calúnia e difamação, respeitando os respectivos agravos, trazendo a público a verdade e garantindo o direito de voto livre de manipulação. Semelhantemente, o Ministério da Fazenda deve criar um secretariado que vise a correção de notícias que possam ter algum viés monetário, protegendo a economia brasileira da liberdade de expressão subvertida.