Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 26/10/2018
“No meio do caminho tem uma pedra, tem uma pedra no meio do caminho”. A frase do poeta Carlos Drummond de Andrade parece fazer alusão ao atua cenário cibernético brasileiro no que diz respeito ao avanço de notícias falsas no mundo virtual. Nesse contexto, percebe-se que o Fake News é um grande entrave oriundo do fanatismo político ou do simples fato de querer prejudicar alguém através de mentiras.
Em primeira instância, vale salientar que durante a Era Vargas, com o objetivo de ascensão política, foi difundido, nos jornais e mídia, falsas notícias que faziam parte do “plano Cohen”. Todavia, tal ato getulista se assemelha aos vários casos de Fake News diante da situação política no Brasil, com a ideia de diminuir a reputação de candidatos opositores, alienando a população com fatos não verídico.
Entretanto, com o demasiado avanço tecnológico, montagens de vídeos e fotos se tornam tão perfeitas ao ponto do falso parecer verdadeiro. Dessa forma, tais notícias acarretam consequências promissoras, tanto para pessoas físicas, quanto para jurídica, que pode levar de falências empresariais até a morte de pessoas inocentes.
Fica evidente, portanto, que com a livre expressão no mundo digital, muitos internautas são bombardeados de informações que, sem uma confiável fonte, é impossibilitado de saber se tal notícia é real. Destarte, é necessário que o Governo Federal, junto com o Poder Judiciário, criminalize a disseminação de Fake News nas redes sociais, com ajuda de profissionais da informática para facilitar a identificação dos infratores. A mídia, por sua vez, em suas propagandas, se responsabilizaria por transmitir para a população as notícias não verídicas que estejam circulando no mundo virtual. Assim, com tais medidas, a pedra que se apresenta no meio do caminho será removida e promoverá uma menor alienação sobre o que realmente acontece no mundo hodierno.