Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/10/2018

Democracia em risco

Segundo o jornal britânico BBC, hackers russos interferiram na última eleição dos Estados Unidos, por meio de disseminação de notícias falsas que beneficiou o candidato Donald Trump. Atrelado ao contexto internacional, essa problemática tornou-se uma afronta à democracia no território brasileiro, fatos que estão ligados ao compartilhamento de notícias na internet sem checagem da veracidade e de empresas oportunistas que criam os fatos. Nesse víeis, analisa-se que as fake news é sustentada, sobretudo, pela falta de políticas públicas e pela negligência social em negar o assunto.

A princípio, o ato de compartilhar fatos sem consultar a fonte está entre os pilares da disseminação de notícias falsas. Isso acontece porque muitas pessoas veem informações nas redes sociais e compartilham sem fazer um senso crítico e avaliar de onde partiu tal manchete, com isso, cidadãos comuns, empresas e figuras públicas têm a imagem prejudicada em detrimento de falácias. Na última eleição para Governo do Estado de São Paulo, por exemplo, o candidato João Dória teve sua imagem atrelada a um vídeo com prostitutas, fato que foi desmentido, mas a publicação já tinha saído na mídia. Com efeito, essas atitudes comprometem a democracia do país e tira a credibilidade do jornalismo.                  Ademais, a desinformação tornou-se um produto valioso na rede mundial de computadores. Esse ganho de capital acontece de diferentes formas, por exemplo, diversas pessoas recebem mensagens via WhatsApp e Facebook informando que cada compartilhamento uma pessoa deficiente ganha cinco centavos. Esse tipo de abordagem tem como objetivo a visualização e curtidas de sites, cujas empresas pagam a quem montou a estratégia que levassem aos acessos. Segundo o dicionário Oxford, atualmente existem até robôs que divulgam e compartilham informações e links na internet que levam pessoas até as páginas com propagandas empresariais. Nesses sentido, cidadãos são usados em detrimento de lucros empresarias, fato que traz à tona a ineficiência legislativa do país.

Infere-se, portanto, que as fake news cresceu no território nacional devido a fragilidade da legislação e, para combatê-las, requer ações do Estado e da Sociedade. Para isso, o Ministério da Educação deve incluir na grade comum curricular o curso de Educação Digital, com o objetivo de instruir e desenvolver o senso crítico dos estudantes, para que eles chequem as fontes e a veracidade das informações antes de enviar para outras pessoas. Outrossim, os Deputados Federais devem propor a criação de uma lei que combata a criação e divulgação de notícias falsas, por meio de apreciação na Câmara e no Senado Federal, a fim de evitar a difamação, injúria e calúnia. Com essas medidas, certamente eleições como a dos Estados Unidos e do Brasil vão ocorrer de forma democrática.