Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 26/10/2018
Notícias e dados falsos sempre existiram e trazem incontáveis transtornos. Com a era digital e a rápida disseminação de informações, no entanto, esse fênomeno adquiriu um novo conceito: as fake news.
No século XIX, no contexto da Guerra das Correntes, um boato inventado por Thomas Edison levou Nikola Tesla e sua invenção (a corrente alternada) a total descrédito por parte de todos. Em 2016, durante as eleições presidenciais dos EUA, diversas notícias inverídicas, veiculadas em redes sociais, acabaram levando Donald Trump ao poder. Ambos os casos têm os discursos mentirosos em comum, fato que aponta o quanto as pessoas são influenciáveis e suscetíveis a dados que venham a ser divulgados como fatos.
Entretanto, nos dias atuais, todas as infrações cometidas no mundo virtual são punidas da mesma maneira que as ocorridas na realidade. O alastramento de pós-verdades, que apelam às emoções e crenças pessoais, pode trazer consequências sérias, tanto àqueles que as aceitam, quanto àqueles que as difundem. Dessa forma, a divulgação de fake news, além de se tratar de um ato de irresponsabilidade, pode levar o autor a responder judicialmente por calúnia, difamação ou injúria, por exemplo.
Logo, fica evidente que medidas são necessárias para resolver o impasse em questão. É essencial que o governo, em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Ciência, Técnologia, Inovações e Comunicações, invista em campanhas e palestras com profissionais da área do jornalismo e tecnologia da informação para alertar a população sobre os perigos referentes às fake news nos dias de hoje. Dessa maneira, a sociedade se distanciará da “Caverna de Platão” e terá seus olhos abertos para enxergar a realidade como ela é de fato. Afinal, segundo Martin Luther King, “toda hora é hora de fazer o que é certo”.