Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 26/10/2018
As fake news são, geralmente, notícias apelativas com aspectos de veracidade, porém, com conteúdo falacioso. Dessa forma, o poder de convencimento desse tipo de notícias atrelado a rapidez de disseminação virtual pode gerar um grande caos quando envolve assuntos relevantes, como observado no debate eleitoral brasileiro de 2018, principalmente do segundo turno, onde as notícias falsas eram pautas diárias dos canais de notícia. Nesse sentido, convém analisar os principais perigos que essas informações provocam.
Em primeira análise, é factível a existência de “bots”, perfis virtuais criados e comandados por inteligência artificial que buscam tendenciar pessoas e situações com alguma finalidade. Esses mecanismos, de fato, submetem os internautas ao perigo de serem influenciados e manipulados em função de uma marca ou até em sua opinião política. A instituição FGV, por exemplo, computou dados durante as eleições de 2014 e verificou que 10% dos debates virtuais foram gerados por esses robôs.
Concomitantemente à questão da manipulação política, um grande perigo de tais alegações falsas é a culminância de violência incitada por elas. Visto que, do ponto de vista das bolhas sociais individuais, uma informação descontextualizada pode fortalecer o bullying, difamar indivíduos e gerar ainda mais ódio por setores sociais já marginalizados. No caso de Fabiane M. de Jesus que foi acusada de praticar magia negra com crianças, o resultado das notícias falsas foi a morte dessa mulher.
Como caracteriza Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, e diante do exposto, portanto, urge que o Ministério da Educação em parceria com as redes sociais de grande alcance, elaborem projetos informativos que alertem as pessoas de como identificar fake news e dos perigos que elas trazem, por meio de anúncios que apareçam durante o uso das redes sociais com grande frequência. Espera-se, com isso, que por meio da educação, como Kant afirma, os indivíduos se tornem mais críticos e averiguem melhor as fontes de suas notícias, evitando o caos.