Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 26/10/2018

Curtir. Compartilhar. Próxima publicação. Esse é o ciclo corriqueiro para os usuários das redes sociais, porém, há um perigo na divulgação das inverdades, principalmente quando elas causam a difamação e até a morte de pessoas como Fabiane M. de Jesus que supostamente usava crianças em rituais de magia negra. Logo, o perigo das fake news está no grande número de informação na internet e na rapidez de sua disseminação.

Em primeira análise, a era digital proporcionou mais acesso a todo tipo de conhecimento, o que é positivo. No entanto, a sociedade é bombardeada de informações constantemente e passa a não buscar a fonte d etais notícias. Como afirma Guy Debord, com o conceito de sociedade do espetáculo em que um tecido social é guiado pela aparência e pela superfície. Isso converge diretamente com a atualidade, pois a todo momento os indivíduos tentam “vender” notícias sem a preocupação que sejam verídicas.

Ademais, nas redes sociais a velocidade de publicação de dados é muito alta, estabelecendo assim, uma espécie de “status” para os indivíduos que conseguirem produzir mais conteúdo em menos tempo. Dessa forma, o usuário considerado interessante é aquele que sempre apresenta grande quantidade de informação e de utilização das redes. Isso se torna danoso quando se trata de portais de notícias virtuais, uma vez que, reproduzem falacias sem procedência com a finalidade se serem intrigante mas sem compromisso com a verdade.

Portanto, diante do exposto, é necessário que o Poder Legislativo continue formulando projetos de lei que tragam responsabilidade social sobre as pessoas que divulgam fake news, por meio de punições em forma de multas aos usuários que as veiculem. Além de apoio do órgão regulador publicitário, o CONAR, para que sejam veiculadas peças midiáticas visando esclarecer os perigos das falacias aos cidadãos. Espera-se, com isso, que casos de violência como o de Fabiane sejam gradualmente diminuídos.