Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/10/2018

Meia verdade, cortina de fumaça

Olavo Bilac, o príncipe dos poetas parnasianos, disse, certa vez, que o movimento de Canudos eram “um monte míseros sertanejos sob o comando de um lunático”, demonstrando que críticas injustas existem desde tempos antigos. Associadamente, no Brasil hodierno, têm-se que as Fake News ganharam espaço na sociedade, seja pela rápida difusão em meio tecnológico, seja pela dificuldade em averiguação das notícias.

A priori, compreende-se a existência da problemática no espaço virtual, uma vez que o compartilhamento de informações sem veracidade ocorre com facilidade e fluidez. Nesse contexto, observa-se a propagação dessa problemática em redes sociais de longo alcance - “Facebook e WhatsApp” - principalmente, o que acaba aumentando a dificuldade em combater as falsas ideias existentes. Consoante isso, Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, explica que uma mentira repetida várias vezes se torna verdade. Nesse viés, infere-se que a disseminação de mensagens fraudulentas acaba fortalecendo a distorção da realidade e ampliando a querela social.

A posteriori, vale citar que falta de informação sobre como deter as notícias farsantes contribui para a intensificação dos efeitos nocivos dessa questão. A título de exemplo, tem-se a notícia sobre Fabiane de Jesus, morta por agressão no Guarujá, devido à um boato que ela estaria praticando magia negra, colaborando para a ideia supracitada. Desse modo, vê-se que a aquarela brasileira multicaracterística tornou-se um lugar onde a busca pelo progresso, convive, paralelamente, com o subjugo dos indivíduos afetados pelos perigos de palavras sensacionalistas.

São imprescindíveis, portanto, ações exequíveis para combater a ameaça das notícias falsas no Brasil. Para tal, é fundamental que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, com ação conjunta do Tribunal Superior Federal, invista em uma plataforma de alertas de informações com teor sensacionalista, por meio dos aplicativos de comunicação em massa, com o fito de mitigar a proliferação da adversidade referida. Por fim, cabe às escolas, como centros formadores de púberes críticos, promoverem, por intermédio de especialistas governamentais, a discussão acerca da importância em verificar, com antecedência, as procedências das notícias compartilhadas durante o cotidiano da população, a fim de reduzir as calúnias expostas e evitar tragédias. Assim, a nação brasileira afastar-se-á do panorama exposto pela cortina de fumaça parnasiana.