Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 27/10/2018

A falta procura pela verdade

“Fake News” é um termo inglês, que teve mais uso depois das eleições de 2016, nos Estados Unidos, que elegeu Donald Trump para presidente. As informações falsas que são passadas adiante agora são disseminadas mais facilmente devido ao uso das redes sociais, e possuem o intuito de gerar lucro com a viralização. O público a quem ela se dirige tende a querer acreditar que aquilo seja verdade e busca repassar aquilo como verdadeiro, por exemplo, em questões políticas.

Um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) apontou que as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras, isso se deve ao uso de títulos “clickbait” e chamativos para um assunto em alta. As pessoas, que não verificam as fontes, acreditam na mentira como uma verdade, e espalham em suas redes sociais. O diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria cita o analfabetismo digital da população brasileira como um fator que contribuí para a problemática das “Fakes News”. Quando um indivíduo clica nas propagandas do site, uma quantidade de dinheiro vai para o dono da página, o que gera lucro.

Além disso, segundo o psiquiatra Claudio Martins, há uma sensação de euforia causada pelas notícias falsas, que impede o desenvolvimento de um senso crítico em quem as recebe. A satisfação de uma notícia favorecer um lado e mostrar-se certo faz com que o indivíduo divulgue a informação sem os devidos cuidados e fontes necessárias. O problema que as “Fakes News” causam é a difamação e calúnia que ocorre no processo, considerado crime. A internet se tornou um lugar propício para brigas de política, futebol e religião, que aumenta a disseminação dessas notícias falsas e o uso de violência. Sócrates utilizava da Maiêutica para contestar e infligir dúvida, a fim de buscar pela verdade, assim como as pessoas deveriam duvidar daquilo que é passado, buscar por fontes e não acreditar em tudo o que leem.

Infere-se, portanto, que as informações falsas, sem fontes para comprovar a veracidade, causam disputas e brigas no internet, por questões políticas ou não. E é considerado crime aquilo que gera difamação e calúnia, que implica em indenizações a serem pagar por aqueles que ajudam na propagação das mentiras. É preciso então um trabalho abrangente de conscientização social, feita pela mídia com ajuda das escolas em uma educação digital, para combater as “Fakes News” e verificar que as pessoas procurem por fontes confiáveis, além de criação de leis que punam os criadores das noticias falsas.