Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 27/10/2018

As fake news não são uma invenção atual: no ano de 1998 o médico britânico Andrew Wakefield publicou um estudo falso na revista “Lancet”, que induziu as pessoas a acharem que vacinas causam autismo. Tal publicação gera prejuízos até os dias de hoje. Indubitavelmente, as notícias falsas podem trazer enormes danos aos indivíduos e também à sociedade. Nesse sentido, em um cenário marcado pela passividade, é preciso que a sociedade se posicione frente à ética nacional, de forma a honrar seus direitos e valores humanos e, assim, evitar o pior.

A princípio, destaca-se o papel das redes sociais na disseminação de fake news. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.” De fato, paralelamente a um estudo realizado pelo laboratório de segurança da Psafe (aplicativo de segurança para Android), 95,7% das notícias inverídicas foram disseminadas pelo Whatsapp. Infere-se, portanto, que as redes sociais tem um papel de protagonismo no problema citado. Sem dúvidas, fato se justifica pela falta de solidez que permeia a informatização na contemporaneidade, pois costumeiramente não é realizada uma pesquisa breve para comprovar a veracidade dos fatos antes de compartilhar a informação, sendo priorizada, irracionalmente, a velocidade e a liquidez das relações.

Outrossim, vale ressaltar nebuloso viés em que as notícias falsas estão sendo empregadas. Nas eleições de 2016, nos EUA, a candidata à presidência Hillary Clinton teve seu nome atrelado a uma rede de exploração sexual e satanismo. Felizmente, a informação foi desmentida, todavia danos irreversíveis foram gerados: Hillary perdeu a corrida presidencial. É dedutível que, ante os contextos em que foram utilizados, as fake news se tornaram uma arma para a manipulação de massas. Segundo o filósofo italiano Nicolau Maquiavel, “Os fins justificam os meios”. Ainda nessa linha de pensamento, o filósofo inglês Bertrand Russel dizia, “O mundo se tornou mais parecido com aquele de Maquiavel”. Infelizmente, os fins assumem tons pejorativos quando nos meios se utilizam do mal das fake news.

É notório, diante do exposto, que medidas devem ser tomadas para resolver a problemática. Dessa maneira, urge que o Poder Legislativo Nacional aprove uma lei que penalize àqueles que criam as falsas notícias, bem como os canais de mídia que as divulgam. Concomitantemente a isso, a Polícia Federal deve intensificar sua atuação no combate às notícias mentirosas, instituindo uma repartição que lide unicamente com o crime descrito acima, capacitando os agentes federais para poder localizar os mau-feitores, para que assim, estes possar sem punidos à luz da justiça. Dessa forma, os danos causas pelas fakes news poderão ser atenuados e uma sociedade mais integra será alcançada.