Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 28/10/2018
No ano de 2016, nos Estados Unidos, durante a eleição presidencial, inúmeras fake news foram compartilhadas na internet, pela rede social Facebook, no intuito de manipular o eleitor. Essas notícias prejudicaram a candidata à presidência Hillary Clinton, assim, beneficiaram o atual presidente Donald Trump. Sabe-se que, com a facilidade encontrada em comprar smartphones e computadores que possibilitam o acesso à informação pela internet, e sem a confirmação da veracidade dos fatos, o compartir dessas notícias aumentaram a epidemia dos casos de fake news no Brasil e no mundo.
Foi comprovado e noticiado por vários sites jornalísticos brasileiros que , no segundo trimestre de 2018, ocorreram cerca quatro milhões de casos de fake news no país. Nas redes sociais, como WhatsApp e Facebook, uma das notícias falsas mais compartilhadas atualmente foi a do “Kit Gay” que, supostamente, tinha informações obscenas e era distribuído nas escolas entre crianças do ensino fundamental e médio, criado por Fernando Haddad, enquanto Ministro da Educação. Esse boato foi comprovado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que não existiu e seria também proibido de ser compartilhado novamente pelo Deputado federal, Jair Bolsonaro.
Há perfis falsos em todas as redes sociais, alguns desses perfis são denominados “bots”, que são softwares concebidos para simular ações humanas repetidas vezes de maneira padrão. Atualmente foi provado pelo InternetLab ( Centro de pesquisa independente em direito e tecnologia), que há muitos bots que seguem pessoas em redes sociais como o Twitter, interagem com políticos e compartilham coisas a fim de manipular a opinião pública. Nesse sentido, existem os “bots do bem’’ que identificam notícias falsas e também agências, como a “Lupa” e “Aos Fatos’’, essas são especializadas em “fact-checking’’ (verificação de fatos) e tentam garantir a diminuição da proliferação de inverdades.
Indubidavelmente, casos de fake news podem causar, infelizmente, pânico e alarme na população, por isso deve ser coibida toda e qualquer ação que prejudique as pessoas. É dever do Governo Federal implantar um sistema de disque-denúncias a fim de receber casos de notícias falsas, para investigar e punir quando necessário. Segundo o jornalista brasileiro, Carlos Heitor Coney, as notícias falsas causam uma “poluição espiritual” nas pessoas. Nesse contexto, é importante salientar a inevitabilidade de uma parceria com as agências de checagem de notícias, com representantes em redes sociais, no objetivo de verificar a veracidade das informações apresentadas e remover páginas responsáveis por divulgação de postagens com fake news. Desse modo, há maneiras para tentar diminuir a quantidade de conteúdo falso presente na mídia.