Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/10/2018

Desde o advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional, no final do século XX, a sociedade é desafiada a lidar com mudanças e adaptações. Hodiernamente, tal desafio revela-se na necessidade de superar os impactos causados pela disseminação de notícias falsas, que continuar a permear a convivência cidadã, devido à falta de atitude do Governo e à compactuação da sociedade digital. Diante disso, é preciso conhecer os diversos estigmas desse problema, na propensão de solucioná-lo.

Em primeira análise, sob a ótica sociológica, o aumento de casos de divulgação de notícias falsas possui estreita relação com a falta de atitude do Governo. Esse fato decorre da inabilidade Estatal em promover medidas contra o ato de espalhar inverdades, tais quais a criação de canais de denúncias de conteúdos não verídicos e do avigoramento de leis punam quem realiza essa pratica, o que, diretamente contribui para a perpetuação da problemática. Desse modo, o problema vivenciado hoje, é um mero reflexo de um país com um enorme histórico de tirar vantagens por meio de fake News. Nesse sentido, a Ditadura Varguista é um exemplo disso, pois mediante mentiras criadas e espalhadas com o Plano Cohen, Vargas provocou pânico na população e, assim, manteve-se no poder por mais oito anos.

Ademais, a compactuação de uma sociedade cada vez mais digital é um mecanismo intenso desse impasse. Isso porque segundo o IBGE, a expansão dos meios virtuais de notícias, gerou a preferência pela leitura de informações na internet. Entretanto, dado a facilidade ao acesso e o excesso de informações disponíveis, uma notícia espalhada muitas vezes, mesmo que seja falsa, acaba se tornando uma verdade. Isso deve-se principalmente escassez de senso crítica e a não verificação dos conteúdos compartilhadas por meio dos internautas, o quais ainda que sem perceber auxiliam na disseminação de notícias falsas. Logo, a sociedade torna-se a principal vítima de suas próprias contradições, omissões e condutas.

Torna-se evidente, portanto, que a falta de atitude do Governo, em consonante a negligencia da sociedade, são os principais vetores da problemática. A fim de que haja a imprescindível superação desse panorama, faz-se necessário que o Governo Federal, invista na qualificação de profissionais aptos a investigar e localizar fontes de divulgação de notícias falsas, aplicando as punições cabíveis aos responsáveis, no intuito de corrigir esse flagelo contemporâneo. Além disso, cabe a mídia, buscar maior informatividade e construção de postura crítica da população, ao divulgar projetos que alertem os usuários a verificarem a autenticidade das notícias antes de compartilhá-las, bem como os malefícios que as mesmas trazem para o meio social, permitindo, destarte, uma solução eficaz no tratamento da problemática