Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 27/10/2018

No atual mundo globalizado, o grande salto tecnológico permitiu que as informações fossem disseminadas com uma velocidade cada vez maior, causando a explosão informacional. Desse modo, é notório que as notícias falsas, chamadas de Fake News, são espalhadas junto as verdadeiras, o que apresenta alguns riscos na era da informação. Assim, esse tipo de notícia acaba influenciando o comportamento e crenças dos indivíduos, além de afetar o direito de receber informações verdadeiras.

Diante desse cenário, é importante ressaltar que as notícias tem o poder de formar a opinião dos leitores sobre determinados assuntos. Logo, as “fake news”, por meio da divulgação de informações e dados falsos, mostram-se efetivas em influenciar o comportamento de parte da população. A exemplo de tal fato, pode-se citar o caso da circulação de noticiários dizendo que as vacinas contra sarampo e poliomelite estavam causando a morte de milhares de crianças. Devido a divulgação dessa inverdade, nenhuma das nove vacinas prioritárias do calendário infantil, segundo o Ministério da Saúde, atingiram o público alvo em 2017, o que se caracterizou como grave risco de reaparecimento de doenças já extintas no Brasil.

Além de tais perigos, as Fake News são uma ameaça ao direito de receber notícias verdadeiras. Segundo Alexandre de Morais, especialista em direito constitucional, receber informações verídicas é um direito de liberdade que fornece subsídios para os indivíduos formarem suas convicções sobre assuntos públicos. Todavia, as notícias falsas se espalham com maior velocidade do que as notícias verdadeiras, o que,além de prejudicar o direito de liberdade, faz com que a sociedade crie muitas convicções falsas. Assim, é perceptível que o senso crítico da população também acaba sendo afetado, pois não conseguem distinguir o que é verdadeiro ou falso.

É evidente, portanto, a necessidade de medidas para deter as Fake News e seus perigos. Primeiramente, as escolas devem, por meio de cursos e palestras gratuitas, ensinar aos pais e alunos as ferramentas para identificar as Fake News, o que criaria um senso crítico nessas pessoas e diminuiria a grande disseminação dessas notícias. O Estado deve, mediante a convocação de um comitê composto por especialistas em informática, checar as informações mentirosas que circulam na internet, bloqueando os sites que as divulgam. Já a sociedade precisa, por intermédio de pesquisas em sites que identificam notícias falsas, checar a veracidade das informações que chegam até ela, a fim de evitar o compartilhamento de mentiras. Caso tais medidas sejam tomadas, os riscos das Fake News serão amenizados na era da explosão informacional.