Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 28/10/2018
Promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à memória, à verdade e ao bem-estar social. Entretanto, a era da informação mudou o modo como as notícias são veiculadas, trazendo à tona a problemática das Fakes News, as quais impactam negativamente o Brasil, não só no âmbito social, mas, também na saúde, necessitando-se de medidas para atenuar os entraves.
Deve-se pontuar, de início, que as notícias falsas divulgadas na rede influenciam grande parte da população. Quanto a essa questão, sabe-se que, de acordo com os dados do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, as Fake News se espalham 70% mais rápidas do que as notícias verdadeiras. Nesse sentido, é comum a divulgação em massa de informações sem antes se assegurar de que derivam de uma fonte segura, pois, hodiernamente, basta apenas um toque para o compartilhamento em massa. Dessa forma, tais informações errôneas acabam por influenciar negativamente uma sociedade, em razão de distorcerem a realidade, levando-a a cometer erros, como o julgamento errado de uma determinada pessoa pública.
Além disso, vale ressaltar que essas notícias podem trazer consequências à saúde dos indivíduos. A respeito disso, pode-se citar o caso das teorias falsas sobre a vacinação, as quais desestimulam a população a se vacinar, em um total desserviço à sociedade. Como consequências disso, doenças — que há muito tempo tinham sido consideradas erradicadas — podem voltar a assolar vários estados brasileiros. Isso ocorreu com o surto de febre amarela, em 2017, no Brasil, levando algumas pessoas à morte e deixando outras em estado graves, mesmo com essa situação, algumas pessoas não quiseram se vacinar.
Portanto, indubitavelmente, a veiculação de informações falsas afeta todos os cidadãos. Para reverter esse quadro, faz-se necessário que os principais veículos de notícias ajam em conjunto para desmentir os boatos jornalísticos divulgados pelos internautas, por intermédio da criação de uma página na internet que mostre as principais mentiras compartilhadas recentemente, desmentindo-as e expondo os dados e informações corretas. Outrossim, eles devem divulgar, nas redes sociais, campanhas publicitárias que estimulem o leitor a usar tal ferramenta, ensinando-os a manuseá-la de forma correta e criando o hábito de checar fontes.