Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 29/10/2018
Durante o governo de Getúlio Vargas, o Plano Cohen, falso documento comunista, foi criado pelo presidente em parceria com a AIB, com o intuito de manipular o cenário político da época. Sob tal ótica, hodiernamente, esse tipo de ação pautada em informações inverídicas permanece no meio social, visto que, devido ao rendimento financeiro e ao baixo conhecimento populacional, há uma forte disseminação de fake news. Nesse sentido, faz-se necessária a promoção de ações sócio-políticas, com o fito de evitar a proliferação dos perigos advindos das notícias falsas.
Em primeiro plano, cabe pontuar que o lucro gerado pelas fake news é um dos responsáveis pelo desenvolvimento dessa situação conflituosa. Essa problemática, consoante ao pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman de que há a ruptura dos valores morais e a prevalência do individualismo na Modernidade Líquida, ocorre em função do interesse dos indivíduos em obterem rendimento financeiro no mercado informacional. Dessa forma, como a circulação de informações é valorizada e lucrativa no meio virtual, as pessoas passam a disseminar notícias hiperbólicas, chamativas e errôneas sobre assuntos populares, como política e economia, influenciando o pensamento dos leitores de forma deturpada.
Outrossim, a população fomenta a difusão das fake news. Tal fato acontece devido à influência da “Era da pós-verdade”, pois, assim como definido pelo dicionário Oxford, a sociedade hodierna supervaloriza as crenças pessoais e menospreza as informações racionais. Esse motivo, atrelado à falta de instrução educacional e crítica dos internautas sobre o uso da internet, ocasiona a despreocupação desses em pesquisarem a veracidade e a confiabilidade das notícias recebidas. Diante disso, a proliferação das fake news é facilitada, provocando rupturas nos processos democráticos, assim como ocorrido nas eleições dos EUA em 2016, as quais foram marcadas disseminações de informações erradas sobre a candidata Hillary Clinton.
Diante dos fatos supracitados, é necessário, portanto, que as empresas de segurança virtual, em parceria com os sites de maior circulação informacional, como Facebook e Google, potencializem a fiscalização das publicações, por meio da sintetização de aplicativos mais eficientes e rápidos nessa atividade, com o intuito de amortizar a proliferação das fake news. Ademais, o Estado, em conjunto com a mídia, deve instruir a sociedade acerca da importância de procurar a autenticidade das notícias recebidas, por intermédio de cartilhas educativas e tutoriais de como reconhecer fake news nas redes sociais, para que as decisões e os pensamentos de ordem sócio-política da população não sofram influências deturpadas e errôneas.