Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 29/10/2018
Durante a Idade Média, Joana D’Arc foi morta na fogueira pela Igreja Católica após falsos boatos de ser uma bruxa. De modo análogo, as “Fake News” também se propagam no Brasil contemporâneo, gerando transtornos e insegurança entre as pessoas. Nesse ângulo, convém analisarmos as principais causas, consequências e possível solução para essa problemática.
Deve-se pontuar, de início, que, segundo Karl Marx, no mundo capitalista a busca pelo lucro ultrapassa valores éticos e morais. Nesse sentido, muitas empresas aproveitam a fluidez da “modernidade líquida”, proposta por Bauman, para repercutir informações sobre seus produtos que nem sempre condizem com a verdade. Desse modo, disseminam promessas utópicas e ilusórias capazes de serem facilmente acessadas no meio virtual. Sob esse viés, o PROCON aponta que o mercado de medicamentos para emagrecimento é um dos maiores responsáveis por reclamações pelas vendas na “internet”. Haja vista que muitos consumidores são atraídos por anúncios que prometem resultados irreais.
Dessa maneira, o indivíduo é ludibriado e pode ter a saúde prejudicada devido ao conteúdo inverídico. Outrossim, a Terceira Revolução permitiu a democratização da tecnologia, possibilitando que pessoas de diferentes níveis sociais, escolaridade e idade tivessem acesso aos meios digitais. Entretanto, esse avanço não veio acompanhado de uma educação virtual. Por conseguinte, muitas mensagens são repassadas sem serem submetidas a uma indagação e análise crítica dos fatos, defendida por Descartes como a dialética. Esse cenário pode ser evidenciado pelo portal de notícias G1, que mostrou uma matéria em que uma mulher foi espancada até a morte depois de ter seu nome e imagem associados ao boato de que ela sequestrava crianças para praticar magia negra. Dessa forma, nota-se que os conceitos ilegítimos são um grave entrave para a harmonia social, podendo levar a morte e difamação de inocentes.
Portanto, para sanar a difusão das “Fake News” é preciso que o Governo invista em políticas públicas para o desenvolvimento de uma educação virtual. Para tanto, campanhas instrutivas serão divulgadas nas redes socais. Assim, haverá a publicação de vídeos, imagens orientadoras e conferências “online”, no intuito de explanar para a sociedade sobre as possíveis consequências e formas de identificar os boatos. Essas medidas contribuirão para o aumento da responsabilidade cibernética, permitindo que as pessoas passem a verificar a fonte, pesquisar em outros sítios e perguntar a um especialista sobre a informação recebida. Enfim, as notícias distorcidas assumirão menor proporção, favorecendo uma sociedade mais justa, igualitária e verdadeira.