Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 29/10/2018
Segundo Noam Chomsky, filósofo americano, o Estado não é o agente moral, mas sim a sociedade. Diante desse pensamento, é possível evidenciar os perigos das Fake News nos dias atuais, uma vez que a partir de informações falsas, ideias são formadas e atitudes são realizadas e, com isso, pode divergir um corpo social. Dessa forma, é imprescindível discorrer sobre como essas notícias são espalhadas e os perigos que elas trazem para a nação.
Primeiramente, as redes sociais são os principais meios de propagação das Fake News. A capacidade de dispersão de ideias e de comunicação que uma simples rede social oferece é ilimitada, visto que seu uso não acontece apenas para coisas consistentes, mas também para disseminar ideias falsas e afins. Como exemplo temos a divulgação de áudios no WhatsApp afirmando que haverá uma guerra civil no Brasil e que precisamos estocar elementos de necessidade rotineiras. Portanto, um único “clique” pode impulsionar dúvidas e medo em uma população.
Junto à isso, as consequências de acreditar e divulgar uma Informação sem saber a origem pode acometer um Estado. Por exemplo, em 2017, foi compartilhada uma informação de que o Governo de Goiás estava distribuindo bonecos com órgãos sexuais trocados, o que não era verdade e isso foi esclarecido pelos envolvidos logo após diversos comentários agressivos daqueles que não procuraram saber a veracidade da notícia. Análogo ao pensamento de Noam, quando um grupo toma para si uma ideia falsa e a defende, uma sociedade pode ser extremamente polarizada e, assim, um Governo pode ficar desestabilizado.
À luz do exposto, medidas são necessárias para resolver o problema. Para tanto, cabe à Ordem Nacional incentivar os CEO’s das redes sociais à criarem suportes que fiscalizam e evidenciam as origem da notícias, com o objetivo de facilitar na percepção da veracidade das notícias. Além disso, a mídia deve realizar propagandas sobre os perigos das Fake News, a fim de motivar a pesquisa mais profunda do que é compartilhado. Ademais, o Ministério Publico, junto ao poder Legislativo, devem realizar campanhas que repudiam a divulgação dessas informações, apresentando as leis que aparam suas consequências, no intuito de conscientizar a população sobre o que deve ou não ser passado adiante e até onde suas ações são respaldadas pela lei.