Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/10/2018

A disseminação de boatos gera problemas desde os séculos passados, como por exemplo, na Idade Média, quando a Igreja Católica perseguia e matava as supostas bruxas, como foi o caso de Joana D’Arc. Na atualidade, casos como esses são chamados de Fake News e permanecem presentes em muitos lugres, inclusive no Brasil. Dado o exposto, a questão deve ser combatida, uma vez que, sua existência é propulsora de confusões, violência e apresenta-se como um perigo à democracia.

A princípio, é necessário frisar que a prática de notícias falsas ganha destaque nos meios de comunicação de massa, principalmente as redes sociais. A exemplo disso, temos o processo eleitoral dos Estados Unidos, em 2017, com o compartilhamento em massa de um assassinato cometido pela família Clinton beneficiando seu adversário, crime esse que nunca ocorreu mas ganhou espaço ao ser indiscriminadamente compartilhado no Facebook. Visto isso, a falta de rigor epistêmico da população ao partilhar informação sem questionar sua veracidade corrobora com a propagação de mentiras e impedindo o acesso à informação, fator essencial para a promoção de diálogos, benéficos para atingir o bem-estar comum, isto é, promover a verdadeira democracia.

Além disso, baseado nas ideias de Adorno e Horkheimer, há padrões que se repetem na indústria cultural voltada ao consumismo. Inserido num cenário capitalista, as empresas têm lucrado com as Fake News, por exemplo, a doação de 0,15 centavos por compartilhamento para a cura do câncer, dica de remédio de emagrecimento e fim da impotência sexual são manchetes falsas que lucram baseado na falta de bom senso da população ao comprarem suas mercadorias ou divulgarem suas páginas.   Destarte, visto que as Fake News geram grandes danos às sociedades, é necessário seu combate. Concordando com Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele”, devemos buscar disseminar a educação digital no país: o Ministério da Educação, juntamente à iniciativa privada, deve promover um curso on-line, através das próprias mídias sociais, que explique o impacto de compartilhar notícias falsas, como detectá-las e como proceder diante de uma, criando um órgão de denúncia sério, com punições ferrenhas aos seus transgressores. Desse modo, fortaleceremos a liberdade de expressão e garantiremos o acesso democrático à informação.