Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/11/2018

A origem da escrita data-se de 4.000 a.C., na antiga Mesopotâmia. Foi um marco para a humanidade, pois motivou a produção e disseminação de conhecimento possibilitando, inclusive, o surgimento da Filosofia. Entretanto, atualmente, com as novas plataformas digitais de escrita, o processo inverso apresenta-se, afinal, com o sugimento e disseminação das fake news, há de se notar um processo de alienação das pessoas e abertura de espaço para a ignorância.

Convém, inicialmente, ressaltar o poder das notícias falsas de distorcer a noção do indivíduo acerca da sua realidade. É o que o escritor Aldous Huxley mostra em seu livro Admirável Mundo Novo: a informação quando selecionada e manipulada aliena o indivíduo. No romance, as informações eram usadas para controlar a população e mantê-la complacente. Paralelamente, fora da ficção, as fake news podem gerar sensações não factuais como de que há extrema violência, que alguma figura pública está sendo perseguida, entre outros.

Devido a isso, grupos podem ser motivados a se revoltar contra inimigos imaginários e, em casos extremos, inocentes podem sofrer os efeitos colaterais. Foi o caso de Fabiane Maria de Jesus, moradora de Guarujá, que em 2014 foi espancada até a morte por moradores da cidade que acreditavam no envolvimento da dona de casa com rituais de magia negra usando crianças. É, pois, a sensibilização das pessoas sendo usada para gerar pânico motivando a ignorância e resultando em violência.

Nota-se, portanto, que as fake news representam grande perigo à sociedade e medidas são necessárias. O Ministério Público, órgão responsável pela segurança pública do país, inclusive digital, deve intervir com uma campanha de combate às notícias falsas e manipuladas, focada nos usuários das redes sociais. Assim, instruções devem ser passadas à população por meio de cartilhas e vídeos incentivando o questionamento e pensamento crítico das pessoas. Dessa forma, a era da informação não seria mais um perigo à sociedade e voltaríamos a produzir conhecimento.