Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/10/2018
Segundo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas, é característica da “modernidade líquida’’, vivenciada durante o século XX. Analisando o pensamento do sociólogo, essa realidade imediata perpetua-se com a disseminação de notícias falsas, que se efetiva-se como uma das maiores incógnitas do território brasileiro. Primeiramente, sabe-se que em 1937, um documento militar falsificado, chamado Plano Cohen, foi divulgado como prova de que estava em curso uma conspiração comunista no Brasil. Nessa perpectiva, é compreensível que a veiculação das fake news é um problema enfrentado pelo país a muito tempo, no entanto, com a presença das redes sociais na sociedade brasileira, esta objeção se intensificou, pois essas ferramentas são usadas como meio de propagação imediata, além de propiciar que tal notícia veiculada se torne verdadeira, pois muitos indivíduos não buscam a autêntica realidade. Outrossim, de acordo com o conceito da pós- verdade, um indivíduo ou grupo de indivíduos, aceitam a informação e a presumem como legítima por razões pessoais. Nesse sentido, percebe-se que, muitas pessoas acreditam naquilo que lhe convêm, desinteressando-se de conhecer e saber a realidade clara e objetiva, pois na maioria das vezes pode não está de acordo com a sua concepção e aceitação, fato que impulsiona o compartilhamento dos relatos falsos, e por conseguinte a prática de discursos de ódio e até mesmo a violência. Dessa maneira, é indispensável que medidas precisam ser esboçadas para resolver o impasse. Portanto, o Governo junto à mídia deve realizar propagandas televisivas, de forma que firme os perigos das fake news e alerte o público-alvo sobre essa objeção, a fim de diminuir a propagação destas. Ademais, a Presidência com o MEC precisa realizar palestras nas instituições de ensino com profissionais capacitados, para que esclareçam a relevância de conhecer a verdadeira menção, e a adversidade contida.