Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/10/2018
Noticias falsas não são uma exclusividade do século XXI. Conhecidas pela expressão francesa “Faits divers” – fatos diversos, em português – elas eram expostas em jornais, tabloides e revistas. No entanto, hoje, com o auxílio de aplicativos de mensagem, tais informações propagam-se rapidamente e estão sendo usadas de forma inapropriada. Visto isso, a sociedade do espetáculo e os perigos das Fake News na era da informação, como calúnias e desconhecimento de checagem de informação, necessitam ser tratados.
Em um primeiro momento, é inevitável salientar o conceito de sociedade do espetáculo posta pelo pensador francês Guy Debord. Para ele, as relações sociais são mediadas por imagens. Dessa forma, o espetáculo retratado é a substituição da vida real pela representação de uma vida não necessariamente verdadeira. Isto posto, percebe-se que as Fake News são consequência desse modelo social. De fato, tais representações do real podem ter consequências inadmissíveis e extremas como o assassinato de Fabiane Maria de Jesus, morta por boatos de envolvimento com magia negra ,em 2014, no Guarujá.
Nesta outra oportunidade, é preciso observar que os indivíduos não costumam e nem possuem métodos de checagem de informação. Ou seja, desconhecem agências de Fact-Checking como a Lupa ou locais de denúncia virtual tal qual o Safernet. Em vista disso, cidadãos brasileiros sofrem calúnias, injúria e difamação pela disseminação descontrolada de inverdades. Destarte, tal situação é deveras desagradável, perigosa, intolerável e, portanto, uma intervenção necessita ser posta.
Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação (MEC) a criação e elaboração da “Cartilha de Checagem de Informação”. Tal material será elaborado por jornalistas, psicólogos e autoridades do assunto convidados pelo MEC e deverá ser distribuído a todas as escolas de ensino fundamental e médio em território brasileiro. Assim, a cartilha consistirá em um manual contendo casos reais de Fake News a fim de instruir as pessoas acerca da linguagem alarmista, propagação acelerada e maneiras de buscar fontes e referências as quais fundamentem a suposta notícia.