Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/10/2018
Fake News é um termo da língua inglesa que caracteriza notícias falsas veículadas como se fossem reais. Isso posto, a expressão adquiriu relevância com o avanço da tecnologia, que auxiliou a consagração da contemporaneidade como era da Informação. Nesse cenário, a difusão dessas mentiras é perigosa, dado seu potencial para manipular as massas, e é vital a modificação da legislação brasileira para coibir a prática no país.
É indubitável que as Fake News são utilizadas com objetivos específicos. Nesse sentido, o cidadão exposto ao material possivelmente será enganado, com fins inofensivos, tal como pregar uma peça nos internautas, ou mais graves e até mesmo capazes de interferir no processo democrático. Para exemplificar, durante as eleições presidenciais brasileiras de 2018, o atual presidente da república Jair Bolsonaro, viu-se envolvido em uma polêmica referente a disseminação de Fake News ao seu favor, financiadas por empresário - de acordo com o jornal Folha de São Paulo. Assim, a veracidade das notícias, sobretudo as veículadas na internet, deve ser cultivada pelo Estado e sociedade para garantir o correto funcionamento da democracia.
Diante do elencado, a ausência de uma lei específica sobre o assunto é conivente com a sua persistência. Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Deste modo, apesar da prática ser passível de punição por meio de outras normas, como o artigo 41 das leis de contravenções penais que proíbe provocar alarme produzindo pânico, não são todas as Fake News que se enquadram nessa ou em outras diretrizes já existentes. Sendo assim, essa deficiência legislativa necessita ser corrigida para que a sociedade esteja em equilíbrio, tal como conceituado por Aristóteles.
Em conclusão, um dos perigos das Fake News na era da informação é seu uso como ferramenta para manipular o povo, e é imprescindível a modificação da legislação para coibir o imbróglio. Portanto, o Governo Federal, por meio de parcerias com ONGs e a mídia, deve lançar uma campanha contra a disseminação de notícias falsas, que deve ser dirigida à integridade do contigente populacional, por intermédio de anúncios educativos veículados na televisão e palestras ministradas por profissionais de ONGs em associações de moradores, a saber: as ações elencadas devem ensinar a diferenciar notícias falsas de verdadeiras, a fim de promover na sociedade o desejo de pressionar o legislativo para agir em relação ao tema, e finalmente, superar o problema a longo prazo.