Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/10/2018
As infovias modernas são capazes de transmitir informações com uma velocidade maior que um piscar de olhos. Esse avanço possibilitou que um grande números de informações fossem publicadas, facilitando o avanço de “fake news” e, com isso empobrecendo as discussões sociais. Desse modo, os efeitos de notícias falsas no cenário eleitoral de 2018, como também a preocupação do Estado demonstram os perigos dessa prática.
É importante pontuar a princípio, que a maior disseminação de notícias “fakes” ocorre via redes sociais e, segundo o instituto Reuters 72% dos brasileiros se informam através delas. Nesse sentido, uma informação falsa pode gerar conflitos eleitorais, reforçar uma onda virtual de ataques e promover discursos de ódio. Tais atos são facilmente perceptível nas eleições de 2018, onde o debate politico se mostrou bastante pobre e intolerante, com muitos boatos sobre a esquerda e extrema direita.
Ademais, o maior impacto das “fake news” é comprometer a formação da opinião do corpo social, ferindo a democracia porque a unidade básica da tomada de decisão é a informação. O Tribunal de Justiça Eleitoral em junho deste ano, criou e assinou um memorando com as maiores empresas de comunicação social, e de acordo com a empresa assinante Google, tal ato foi uma importante marco no combate a desinformação.
Logo, é necessário que o TSE, em parceiras com partidos políticos e empresas de comunicação, proporcione a sociedade meios seguros de formar opiniões, mediante a implementação de tecnologias que detectam e destroem as “fake news”, criadas por profissionais especializados em tecnologia e direitos civis, afim de assegurar o direito a liberdade de expressão ao mesmo tempo que combatem o surgimento de boatos. É imprescindível a participação da população, comprometendo-se compartilhar apenas informações de fontes confiáveis para formar uma opinião sólida e enriquecer o debate social. Somente assim, corrigindo falhas construir-se a um país mais justo.