Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/10/2018
Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler utilizou das “fakes news” para disseminar seus ideais nazistas como forma correta de pensar e agir. Atualmente, com a evolução dos meios comunicacionais, ocorreu um aumento no fluxo de circulação de notícias falsas, influenciando o leitor que muitas vezes não sabe distinguir verdade de boatos. Esse impasse é intensificado com as redes sociais e a falta de educação digital.
Em primeira análise, a Revolução Técnico-Científica proporcionou acesso a tecnologias revolucionárias, e com elas vinheram as redes sociais, principal meio de propagação das fakes news. De acordo com pesquisa da USP, aproximadamente 12 milhões de pessoas divulgam falsas notícias. Logo, tal ação pode causar verdadeiras tragédias, tanto a pessoas públicas como privadas, por exemplo o que aconteceu em 2014, quando uma mulher foi espancada até a morte após ter sido acusada de sequestrar uma criança.
Além disso, existe uma negligência por parte das escolas quando não contribui com o ensino a educação digital. Praticamente, todos os jovens estão conectados a internet, e são diariamente bombardeados com todos os tipos de informações. Desse modo, como não há uma educação efetiva para auxiliar na pesquisa da veracidade da notícia antes de compartilhá-la, o aluno passa a ser não somente receptor como emissor das “fakes news”. Portanto, além de ferir a integridade humana, fere também a constituição, que eu seu artigo 6º afirma que todos têm direito a informação, tornando-se necessárias medidas para resolver o problema. Desse modo, o Ministério da Justiça junto às redes sociais, devem criar programas de denúncias, de modo a identificar os criadores dessas notícias e punir-los de forma eficaz. Ademais, deve-se criar aplicativos, de modo que eles auxiliem na verificação da informação, com a finalidade de erradicar essa cultura.