Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/10/2018
Desinformação em pauta
Na primeira metade do ano de 2018, após ser vítima de um assassinato, a vereadora Marielle Franco também foi vítima das famosas Fake News a respeito de sua vida particular, o que tomou proporções inimagináveis. Levando isso em consideração, é notória a dificuldade do Estado brasileiro e da mídia local em lidar com os perigos das notícias falsas na era da informação. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Meio a globalização mundial e os consequentes avanços tecnológicos, o acesso as redes sociais se tornou facilitado, sendo muito difícil atualmente encontrar quem não tenha um celular “smart” nos grandes centro urbanos. Essa nova era traz consigo uma disseminação quase que imediata das notícias. A priori parece um benefício, mas as pessoas cada vez menos se certificam da veracidade dos conteúdos, se limitando a ler e compartilhar a manchete sem analisar a matéria publicada, o que gera o fenômeno da pós-verdade. Por conseguinte, as pessoas passam a ser manipuladas pelo o que lhes é imposto e perpetuam as mentiras como se verdades fossem.
Ainda assim, há um perigo eminente que está diretamente ligado ao fato. Sabendo dessa teia de mentiras, grupos especializados em computação e “clickbaits” são contratados para criar ou alterar notícias com informações de cunho inverídico a serem propagadas com a finalidade de favorecer pessoas ou instituições. Um exemplo disso ocorreu nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016, que beneficiou a candidatura de Donald Trump em detrimento da de Hillary Clinton.
Logo, medidas são necessárias para solucionar esse problema. Para conter a proliferação das Fake News, cabe uma interação do indivíduo esclarecido com o governo brasileiro e a mídia nacional. Para o indivíduo é fundamental uma avaliação crítica da notícia que lhe é apresentada, sendo capaz de identificar a fonte da informação e desconfiar de textos sensacionalistas ou generalizados, além de orientar a pessoa que compartilhou sobre sua dúvida quanto ao exposto. Alinhada a essa análise pessoal, é essencial uma junção do governo com a imprensa. Ambos poderiam formar um órgão especializado na identificação das notícias falsas capaz de desmentir o caso. Adicionalmente, esse órgão teria um espaço público onde a população conscientizada pudesse denunciar as novas Fake News compartilhadas. Somente dessa maneira a população como um todo ficaria menos suscetível aos perigos das Fake News.