Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/10/2018

Sob a perspectiva do filósofo Zygmunt Bauman, as tecnologias- apesar das inúmeras facilidades- podem tornar-se uma armadilha aos usuários desatenciosos. Essa tese comprova-se pela grande repercussão de notícias falsas, mais conhecidas como “fake news”, vinculadas em meio virtual. Na era da informação, essas publicações tendenciosas representam perigos, acentuados pela corrente difusora de inverdades aos consumidores de notícias on-line.

O mito da caverna- metáfora criada pelo filósofo Platão- consiste na tentativa de explicar a condição de ignorância em que vivem os seres humanos que se negam a buscar a razão. Tal atitude se relaciona, hodiernamente, com a baixa qualidade de leitura e interpretação de alguns usuários de tecnologias. Logo, incapazes de analisar a veracidade  de informações, as replicam com seus contatos- tornando assim, a proliferação dessas publicações um ciclo vicioso.

Em segundo plano, a internet denota-se como um campo fértil para a propagação das “fake news”, visto que, através de compartilhamentos, as publicações alcançam um grande número de usuários em um curto espaço de tempo. Esse contexto contradiz a Constituição Federal promulgada em  1988, que garante o direito ao acesso á informação para todos os cidadãos. Dessa forma, a disseminação de notícias tendenciosas, torna-se um ato inconstitucional.

Diante dos fatos supracitados, é indubitável que as “fake news” oferecem grande perigo na era da informação.  É dever da família,  juntamente com a escola, promover a educação digital de crianças e jovens desde cedo. Além disso, é imprescindível que Governo Federal promova a criação de disque-denúncias especializados para receber as notificações de casos de notícias falsas, investigar e punir quando necessário. Só assim, as tecnologias deixarão de representar uma armadilha para seus usuários.