Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 30/10/2018

Curiosamente, a “Era da Informação”, que adveio com o mundo digital, também é em grande parte a “Era da Desinformação”, tendo em vista a parcial ou a não veracidade de muito do que circula na rede. Com isso, fica claro que há uma banalidade quanto ao poder dos conteúdos. Além disso, a velocidade com que os textos, vídeos e imagens são compartilhados, sob dispersão exponencial, termine por aumentar o impacto das “fake news”.

Primeiramente, é notório que as notícias falsas não são uma invenção contemporânea. Por exemplo, durante a Era Vargas, os integralistas inventaram o Plano Cohen, que foi então propositalmente atribuído aos comunistas, acusados de arquitetarem a tomada do poder, e esse falso plano serviu de pretexto para a implantação da ditadura do Estado Novo, que deveria proteger o Brasil contra a “ameaça comunista”. Isso é, criar inverdades não é novidade. Porém, na “internet”, os pontos que agravam a desinformação são o descontrole e a velocidade do que lá circula.

Ademais, ao utilizar uma rede social como o “Facebook”, nota-se que ao fazer um “post”, o usuário não recebe qualquer aviso. Assim como no aplicativo “WhatsApp”, ao encaminhar uma mensagem, não aparece nenhuma advertência. Urge aqui uma mudança, pois as informações são compartilhadas e repassadas de maneira extremamente banal. Por isso, é natural que muitas pessoas não exerçam uma reflexão, dado que essa falta de controle pode produzir uma falta de criticidade quanto ao conteúdo. Logo, esse apequenamento da importância da informação tem de acabar.

Ao exposto, depreende-se que as mídias sociais devem implementar mecanismos para alertar seus usuários. Para tanto, a Justiça Brasileira deve exigir das empresas que disponibilizam instrumentos de interação social, sob imposição legal, que se desenvolvam meios para regular a atividade inconsequente de seus clientes. Então, para coibir esse atitude impensada, ao encaminhar uma mensagem ou ao realizar uma publicação, deve surgir um anexo sucinto com termos legais, em que o usuário deve antes concordar que pode ser responsabilizado legalmente pelo conteúdo.