Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/10/2018
Segundo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade liquida”, vivenciada durante o século xx. Hoerdinamente ao pensamento do sociólogo polonês, essa realidade imediata assemelha-se aos impactos das Fake News na sociedade contemporânea brasileira. Nesse contexto, não há dúvidas de que as notícias falsas é um desafio no Brasil o qual ocorre, infelizmente, devido não só à sobreposição dos interesses pessoais sobre os coletivos, mas também à carência de influência educacional na Era Digital.
A Constituição Cidadã de 1988 assegura a cada indivíduo o acesso à informação, todavia, o corpo social não efetiva esse direito. Consoante Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista, proferiu que “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, isto é, a propagação de informações não verdadeiras em especial na internet, por ser o meio propicio para atingir o maior número de pessoas possíveis, tem o propósito de refletir propensões pessoais, sejam políticos, econômicos ou sociais, logo observa- se, assim, que que os relatos são propagados para ludibriar o então leitor para determinado fim, limitando o direito ao acesso à informação verdadeira permanecerem no papel.
Outrossim, a deficiência no ensino básico digital ainda é um grande impasse para a sociedade brasileira. Tristemente, o corpo docente não é preparado suficiente para atender a primordialidade de transpassar conhecimentos de como interagir por meio das redes virtuais de modo ético e transparente, refletindo no uso cotidiano das ferramentas cibernéticas. Segundo o filósofo francês Michel Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil as pessoas. No entanto, de maneira análoga a ideologia criada pelo pensador, as informações deturpadas ganham impactos gerando desinformações coletivas a cada compartilhamento da mesma. Assim, o combate as fake news perpassa, principalmente pelas relações sociais, para que os cidadãos se conscientizem e não sejam perpetuadores da inverdade.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para combater esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova, “A semana das notícias não verdadeiras” junto de palestras e atividades lúdicas a respeito dos impactos causados no território brasileiro, como também ao Ministério das Comunicações promover campanhas específicas por vídeos autoexplicativos via redes sociais. Uma vez que ações culturais coletivas tem imenso poder transformador, a fim de que a comunidade escolar, e a sociedade geral por conseguinte se conscientizem. Desse modo, a realidade da desinformação coletiva será abatida e respeitada.