Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/10/2018
Com o desenvolvimento dos meios de comunicação, a divulgação de notícias falsas denominadas como “fake news” se tornam cada vez mais frequente. O objetivo dessas informações é obter ganhos, geralmente, financeiros. Todavia, os inconvenientes gerados por elas, podem ter um alcance significativo, pois possuem o poder de alterar não somente a vida de um indivíduo, mas todo um cenário político.
Desse modo, neste ano de 2018 ocorre as eleições presidenciais no Brasil, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizou a propaganda eleitoral pela internet. Neste âmbito, as redes sociais são o principal foco para realizar a tarefa, pois a disseminação de conteúdo acontece de forma rápida e atinge grande parcela da população. Diante disso, há preocupações, devido a um exemplo recente: as eleições dos Estado Unidos, essas elegeram Donald Trump que foi auxiliado pela propagação de anúncios modificados que difamavam a adversária.
Assim, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman: ¨As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha¨. Nesse sentido, os impactos causados por mensagens adulteradas, podem ser irreversíveis, como casos em que espalham fotos alteradas o que faz gerar uma veiculação em massa e pode levar vítima a cometer suicídio, por não conhecer medidas de amparo ou como reverter essas situações.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação (MEC) aliado ao Ministério da Justiça (MJ) promovam nas escolas a “semana da informação”, a qual os professores irão informar aos alunos os perigos de transmitir notícias falsas e o que elas podem causar. Já o representante do MP, deve comunica-los das leis que amparam as vítimas e quais a penas para os infratores, pois as “fake News” em certos casos se enquadram em crime de calúnia e difamação. Dessa forma, contribuir para que a população esteja ciente das consequências e que isso se trata de um crime, que deve ser legalmente penalizado.