Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/10/2018
Com a ascensão da Terceira Revolução Industrial, os avanços tecnológicos criaram e expandiram um meio de comunicação ditado pela informática e pela internet. No entanto, em meio a uma era cada vez mais globalizada e tecnológica, tornou-se comum a disseminação de fake news. Diante disso, deve-se analisar como a mídia e seus interesses político-econômicos e a imprudência da sociedade ao checar a veracidade das informações influenciam a problemática em questão.
Em primeira análise, é importante ressaltar que há interesses políticos e econômicos por trás da disseminação das fake news. Com isso, indústrias elaboram notícias de cunho sensacionalista de modo a persuadir o leitor e esse disseminar informações e atingir o objetivo de expandir notícias falsas em escala global. Não é à toa, então, que, segundo a revista Época, as fake news viraram um grande negócio. Assim, muitos partidos passam a alienar a sociedade a aceitar determinado governo no poder inibindo o indivíduo de formar suas próprias concepções.
Ademais, a baixa criticidade dos cidadãos dá lugar às notícias falsas. A esse respeito, o filósofo francês Michel Foucalt defendia a tese segundo a qual toda linguagem é dotada de ideologia, sendo, portanto, capaz de influenciar atitudes e comportamentos das população -fenômeno conhecido na filosofia como Controle Simbiótico. Ocorre que substancial parcela da sociedade brasileira está suscetível a esse controle descrito pelo filósofo, já que o senso crítico do indivíduo se mostra sensível à linguagem persuasiva dos conteúdos falaciosos. Assim, não é razoável que a influência simbólica desenvolvida por Foucalt seja a regra, e o combate às notícias falsas, a exceção.
Torna-se necessária, portanto, a mitigação da proliferação de fake news no Brasil. Para tanto, cabe ao Governo, por meio do Poder Legislativo, aprovar a lei que tramita na Câmara dos Deputados que criminaliza a divulgação de notícias falsas de modo que a sociedade seja privada de conviver com essas informações prejudiciais ao desenvolvimento social. Além disso, cabe a mídia promover propagandas de cunho educativo, auxiliando a população no reconhecimento de fake news, com o fito de reduzir o compartilhamento dessas no âmbito social.