Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/10/2018
O Plano Cohen foi um falso documento idealizado por Olímpio Mourão Filho, na Era Vargas, cujo objetivo era alertar a população sobre um suposto golpe comunista. Hodiernamente, esse acontecimento recebe o nome de ‘‘Fake News’’ e pode afetar diretamente toda a sociedade. Nesse sentido, faz-se necessário atentar a falta de pensamento crítico, bem como à ausência de fiscalização e leis.
Convém ressaltar, a princípio, que o senso comum é um dos causadores do problema. Haja vista que as notícias falsas, em sua maioria, são sensacionalistas, por vezes apresenta caráter preconceituoso, ou são apelativas, como é o caso de divulgações sobre dietas milagrosas, promoções inacreditáveis ou acontecimentos improváveis. Segundo a filósofa política Hannah Arendt, é imprescindível uma visão pautada no pensamento crítico e que a abdicação de ‘‘pensar’’ se configura como uma atitude errônea.
Além disso, a falta de fiscalização contribui ainda mais com a questão. Isso, porque há uma ausência de políticas punitivas para a exposição de informações duvidosas, o que gera, por sua vez, facilidade e despreocupação por parte do emissor. Todavia, um projeto de lei acerca dessa problemática está em discussão no Congresso Nacional, desde o ano de 2017, após as eleições para presidente nos EUA, onde o termo ‘‘Fake News’’ se popularizou.
Destarte, tendo em vista os perigos dessa problemática, mediações fazem-se necessárias. O Governo deve levar informação sobre o assunto abordado mediante propagandas em mídias de grande impacto - como a Rede Globo, SBT e Record - a fim de diminuir a propagação de notícias falsas e alertar sobre a importância de se estabelecer o senso crítico. Ademais, o STF deve sancionar uma lei de punição e fiscalização, comunicando à todo o parlamento, para que haja hesitação do emissor. Dessa forma, construindo uma sociedade mais crítica e verdadeira.