Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/10/2018
De acordo com o autor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor representa o respeito pela dignidade humana. Entretanto, em virtude da crise de valores éticos e morais vigente no cenário social brasileiro, a proliferação de notícias e informações falsas em detrimento da pessoa física ou jurídica, enfraquece tal solidariedade, devido ao analfabetismo funcional e manipulação da indústria midiática. Logo, faz-se necessária uma análise crítica acerca dessa problemática.
Primeiramente, vale ressaltar a importância do sistema educacional na construção de projetos didáticos que auxiliem na formação do senso crítico individual, assim como constatou o filósofo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Contudo, os centros acadêmicos brasileiros não realizam com efetividade campanhas lúdicas que tenham enfoque a educação digital, com técnicas e meios resistentes aos boatos e inverdades disseminados virtualmente, o que contribui para a difusão de informações prejudicialmente incompletas. Consequentemente, tais notícias deturpadas e superficiais geram uma cultura do medo em diversos âmbitos sociais, como é o caso, por exemplo, da criação de ideias precipitadas acerca do movimento vacinal, as quais alegam erroneamente sobre a vacinação não operar cientificamente e ser causadora de doenças neurológicas. Outrossim, é fundamental destacar que os meios modernos de comunicação se relacionam ao papel da indústria cultural do século XX, a qual foi caracterizada pelos pensadores da Escola de Frankfurt como um instrumento de propagação e manipulação de falsas informações. Perenemente a isso, está o fenômeno naturalizado das “fake news” na sociedade hodierna, isto é, o desenvolvimento de um novo mercado publicitário com empresas que produzem e disseminam notícias distorcidas e falsas, visando uma supervalorização do capital em detrimento da veracidade social. Assim sendo, se forma uma alienação em massa geradora de caos econômico e político, como é o caso da existente segregação ideológica embasada em notícias manipuladoras.
A imoralidade em crise deve, portanto, ser superada para que a solidariedade social não seja enfraquecida por divulgações que aparentam ser verdadeiras e confiáveis, quando não são. Para isso, é preciso que Secretarias de Educação incitem escolas a realizarem projetos lúdicos e acessíveis, como palestras e comissões, por meio de subsídios estatais e a fim de construírem noções sobre a importância da ética e veracidade no regimento de uma sociedade ordenada. Concomitantemente, indústrias midiáticas, em parcerias com secretarias de assistência social e por meio de incentivos fiscais, devem promover campanhas públicas de comunicação, a fim de otimizarem verbas e adotarem sistemas de investigação sobre as reais fontes das demais notícias compartilhadas.