Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/10/2018

Durante a Idade Média, Joana d’Arc – conhecida como heroína francesa – foi queimada na fogueira pela Igreja Católica após diversos boatos falsos sobre ser uma bruxa. Entretanto, hodiernamente, a crescente propagação das notícias falsas (Fake News), representa um grande risco na era da informação. Nesse sentido, analisar tal panorama é essencial para modificar o quadro de falta de políticas públicas e ausência de criticidade da população brasileira, no que se refere às fake news .

A princípio, as notícias falsas não são fenômenos recentes, tendo origem na Grécia Antiga. Dentro desse contexto, ressalta-se a “falácia” de Aristóteles, isto é, o termo dado para definir as informações erradas transmitidas como verdadeiras, a fim de enganar terceiros. Seguindo essa linha de raciocínio, hoje, não só a mídia é grande propulsora dessas inverdades, definidas como “Fake News”, como também as redes sociais. Sob essa ótica, as pós-verdades passaram a difamar determinadas figuras, pois a população carece de senso crítico a determinadas informações, tendo exemplo da vereadora Marielle Franco, a qual foi assassinada, havendo disseminação de notícias falsas que desmereciam a sua luta e existência. Logo, reverter esse cenário de opiniões acríticas é necessário para se efetivar o desenvolvimento social.

Além disso, vale ressaltar que a ausência de políticas públicas contribui para o aumento de fake news. Sob essa lógica, as eleições brasileiras de 2018 configuraram-se como palco de machismo, racismo e intolerância, devido, principalmente às fake News, o que revela a falta de ações do governo para com esses casos. Ademais, a jornalista prussiana Yolga Yurkova, afirma que é dever do Estado agir, porque as notícias falsas representam a “quebra da democracia”, aonde a hegemonia social impulsionada pelo sociólogo Durkheim está em constantes ameaças. Dessa forma, ações governamentais são imprescindíveis à efetivação da Constituição Federal de 1988.

Fica claro, portanto, que as notícias falsas representam tanto um perigo social, quanto democrático. Para isso, é necessária uma aliança entre o poder Legislativo e a Mídia. Cabe a essa última disseminar o conceito de Fake News para a população, por meio de ficções engajadas e propagandas, visando orientar toda a sociedade sobre a necessidade de conhecer a veracidade dos fatos antes de compartilhá-los, a fim de alertar sobre os perigos e impactos delas na contemporaneidade, dessa maneira, amenizar-se-á as pós-verdades. Por fim, é dever do Poder Legislativo sancionar leis e emendas que punam rigorosamente os propulsionadores de tais inverdades, em que haja multas e penas, com o objetivo de alertar a população sobre o risco democrático, efetivando, assim, a hegemonia durkheimiana.