Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/10/2018

O termo fake news tem como base a propagação de noticias falsas em meios mediativos, geralmente virtuais. Sabendo-se que tais não têm fundo explicativo, científico e cultural, ou seja, verdadeiro,  podemos dizer que frases como a de Goebbels, chefe de publicidade nazista, “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” é não só verdadeira como atemporal.

O termo em questão vem de origem recente, contudo com raízes profundas no passado, geralmente presente em governos totalitários  aonde tínhamos  a manipulação de informações para a aceitação pública, exemplo exímio disso é notório em obras como a de Hannah Arendt  “as origens do totalitarismo” aonde notamos essas característica de forma forte com a manipulação das massas.

A princípio, dados indicam que notícias falsas espalham-se 70% mais rápidas que as reais, isto segundo o site de informações G1. Tal portfólio deve-se a falta de informação, confirmação e do compartilhamento irresponsável do mesmo, tudo isso sem acarretar racionalmente os problemas gerados a curto prazo.

Atualmente em países da Europa, como a Finlândia, já estão presentes políticas públicas de prevenção contra notícias falsas no meio educacional. Não atoa, o país é considerado “imune” a propagação de fake news. Ao mesmo tempo temos o Brasil, terceiro maior propagador de notícias falsas no mundo, perdendo apenas para a Turquia, país que caminhava para o totalitarismo, e os EUA, maior potência do mundo atacada diariamente por um “enxame” de fake news.

Casos de “enxame” também já ocorreram no Brasil, a exemplo disso temos a campanha de vacinação contra a gripe, ocorrida nas regiões sudeste e sul do país, no qual foram propagadas notícias falsas referentes ao governo e suas intenções. Outro exemplo foi visto nas campanhas eleitorais de candidatos a presidência, que usufruíram de notícias assim para tentar derrubar seus opoentes.

Assim sendo, carecemos de políticas públicas que visem não somente informar como também ensinar por meio educacional, focando principalmente na educação básica, por meio do MEC, alcançando assim o estágio aluno/ família, no qual o que é aprendido na escola também é levado para o meio familiar, com todas as informações e conhecimentos novos sobre como não ser coagido  facilmente nas redes de comunicação em geral. Criações de leis que criminalizem e multem a fonte do problema também são de suma importância, isto em parceria com a polícia federal e a agência de inteligência brasileira trabalhando juntas em busca do enfoque.