Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/10/2018

A divulgação de notícias falsas sempre foi um problema no decorrer do desenvolvimento das civilizações. No entanto, tornou-se mais evidente na contemporaneidade com o advento do meio técnico-científico-informacional sintetizado por Milton Santos, o qual consiste na união de bens e informações em escala mundial, fator precursor da globalização. Essa característica facilita a integração interpessoal no território brasileiro ao passo que potencializa a capacidade de veiculação de informações não verossímeis.

A princípio, as denominadas fakes news no Brasil são uma ameaça para o desenvolvimento de uma sociedade consciente e crítica acerca dos acontecimentos contemporâneos, em virtude de os indivíduos apenas repassarem informações sem conferi-las pela veracidade. Essa característica corrobora a teoria de Nietzsche sobre a moral do rebanho, a qual as pessoas apresentam um comportamento irrefletido sobre os valores, e pela rotina, apenas o propagam, o que confere uma incapacidade moral no que tange aos pensamentos e a análise de informações.

Outrossim, os brasileiros estão distantes de compor a análise crítica. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Montenegro revela que apenas 8% da população apresenta plenas condições críticas do pensamento. Esse dado comprova o real motivo pelo qual as notícias falsas circulam com fluidez ao passo que evidencia a carência de análises lúcidas por parte dos indivíduos no território nacional, facilitando, dessa maneira, o controle de massas pelos que planejam as informações.

Torna-se evidente, portanto, que as notícias falsas são um problema a que todos precisam combater. Desta forma, a fim de que a veiculação de informações não verossímeis seja atenuada e a capacidade crítica dos indivíduos fortalecida, urge ao Estado, em consonância com as escolas, combater as fake news, por meio de palestras e seminários que visem o fortalecimento do exame crítico dos alunos ao ter contato com as informações.