Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/10/2018
Golpe de 1889. Plano Cohen. Golpe de 64. Resultado de informações falsas disseminadas socialmente a fim de atingir interesses particulares. Se nos séculos XIX e XX causaram tais impactos, hoje muitos são os perigos que sondam a circulação de informações falsas. As ‘‘fake news’’ são propagadas facilmente devido o caráter apelativo atribuído as notícias e a falta de análise crítica das grandes massas. E assim, uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade, e geram perigos como a destruição de pessoas, de uma sociedade e de uma democracia.
Num primeiro momento, as notícias falsas amplamente disseminadas envolvem um caráter apelativo e conveniente com o momento. Após a morte de Marielle, políticos lançaram nas redes sociais fotos falsas que ligavam a vítima ao tráfico com intuito de descaracterizar a barbárie como crime político. Nesse momento de pós-verdade, aonde tudo é compartilhado com maior convicção se atingir crenças e envolver teor emotivo, muitas notícias falsas são patrocinadas por políticos e pela ‘‘indústria do clique’’, e geram lucros para as plataformas digitais diante do amplo acesso e divulgação. O comportamento do homem é contagioso, afirmou o filósofo Bacon e, sendo esse comportamento reproduzido, torna-se um fato social.
Além disso, a alienação das grandes massa, como mal do século XXI, impede que estes desenvolvam a capacidade de análise crítica. Isso porque, quando um indivíduo se mantem refém de mídias como redes sociais e telejornais, este perde a eficácia em analisar as informações e distinguir um boato de algo verídico. Com isso, as ‘‘fake news’’ são espalhadas na velocidade da luz e alcançam expressivos números de curtidas e compartilhamentos. Devido a falta de investigação da população e velocidade de propagação, acontecem casos como o da Fabiana, que foi linchada e morta no Guarujá após uma página regional atribuir a ela prática de rituais de magia negra com crianças.
Dessarte, faz-se necessário adotar medidas preventivas que visem diminuir os perigos que envolvem a disseminação de informações falsas. Cabe ao governo, intensificar a fiscalização das mídias sociais, no que se refere as notícias falsas, com o objetivo de rastrear, bloquear a informação e penalizar os autores. Também cabe a sociedade exercer seu papel de responsável social realizar busca apenas em fontes seguras de informação, checar a veracidade em pelo menos três locais diferentes e ampliar a leitura para desenvolver seu pensamento crítico. É indiscutível que se a ameaça do comunismo não fosse disseminada em 64, o Brasil seria poupado do terror chamado Ditadura.