Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/10/2018

Desde a antiguidade, mesmo com poucos meios de comunicação em comparação aos dias atuais, já era possível perceber o uso de “fake news” com a intenção de favorecer um lado, prejudicando assim o outro. Há exemplo disso, a revolução francesa ocorrida em 1789, Jean paul Marat, um jornalista radical, divulgava em seu jornal nomes de possíveis franceses que eram contra a revolução e, sem a busca pelas veracidades dessas informações, milhares de franceses foram decapitados na guilhotina. Atualmente e possível perceber esse problema intrinsecamente ligado à realidade de nossa era digital. Nesse sentido convém analisarmos as principais características de tal postura negligente.

E indubitável que as “fake news” são espalhadas com um propósito, muitas das vezes de beneficiar um lado, prejudicando outro. Adolf hitler, em sua campanha, utilizava de falsas informações ao seu respeito, afim de manipular os alemães com sua ideologia antisemita e subir ao poder. Assim, atualmente, e possível ver a utilização de notícias falsas no meio político, onde se busca prejudicar o oponente em sua campanha eleitoral. Podemos citar as eleições de 2016 dos Estados Unidos entre Donald trump e Hillary Clinton nos Estados Unidos. Trump, com a ajuda da Russia, contratou boots que espalhavam informações falsas sobre Hillary, afim de prejudicar sua campanha e consequentemente ganhar as eleições.

Outrossim, destaca-se a falta de educação digital da população como impulsionadora do problema. Segundo a Universidade de São Paulo (USP) que realizou um estudo, 12 milhões de pessoas no Brasil compartilha “fake news” na internet, e nenhuma delas tem a iniciativa de checar se as informações contidas na notícia são reais, fazendo assim com que os criadores desse tipo de material lucrem ainda mais, já que os compartilhamentos da notícia são convertidas em dinheiro.

E evidente portanto que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem uma navegação segura pelas redes no século Atual. Destarte a polícia civil deve intensificar os programas de rastreamento de criadores desses boots que disseminam “fake news” na internet, assim como intensificar as penas para crimes cibernéticos que já existem, tanto para os criadores desse material, quanto para o consumidores, que também tem grande culpa na problemática. Como dito pelo líder de hitler Joseph goebbels “ uma mentira repetida mil vezes se torna verdade” Com isso, deve haver por parte desses meios sociais, uma educação digital, promovendo informativos para a população, orientando-as que chequem a veracidade de qualquer tipo de informação, antes do compartilhamento, fortalecendo a ideia dita por Descartes de que devemos sempre questionar tudo o que vemos pois, só assim, chegaremos a verdade.