Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 01/11/2018
A era da (des)informação
Segundo Bill Gates, fundador da Microsoft, o modo como você usa a informação determina se vencerá ou perderá. Nesse sentido, hodiernamente, as notícias falsas ou “Fake News” causam evidente paradoxo : desinformação gerada pela informação, devido a falta da educação digital. Diante disso, ganham destaque, as redes sociais Facebook e Twitter, as quais são, geralmente, as maiores disseminadoras de discurso de ódio e difamação, com finalidade, sobretudo, políticas e sociais.
É primordial ressaltar que, de acordo com a renomada revista internacional " Science", as notícias falsas ganham o espaço na internet de forma mais rápida e com mais abrangência do que as informações verdadeiras. Nessa perspectiva, é notório o contexto mais recente, o qual revelou a dominação das “Fake News” na campanha do então presidente norte-americano Donald Trump, isto é, inúmeras informações ilegítimas foram propagadas no Facebook e no Twitter em benefício da eleição do americano. Além disso, as informações falsas também fizeram parte das eleições no Brasil, comprometendo a campanha dos candidatos.
Deve-se abordar ainda que, na situação do território brasileiro, as “Fake News” tomaram proporções irreversíveis, uma ocorrência desastrosa deu a devida importância sobre a divulgação de notícias, como o caso da dona de casa, no interior paulista, a qual foi espancada até a morte, devido aos boatos publicados de que ela fazia magina negra com crianças. Logo, é nítido perceber que numa era marcada por um acentuado salto na tecnologia, ficou muito mais fácil, não apenas lançar informações infundamentadas sobre determinado fato ou pessoa, como também disseminá-las. Isso, sem dúvidas, abre espaço para que se discutam maneiras de combater essa proliferação.
Diante dessa problemática, constata-se que mudanças são necessárias para alterar esse cenário de incertezas. Assim sendo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, capacitar profissionais na área da informática, a fim de atentar para os perigos das “Fake News”. Ainda, no que tange a educação digital, é papel da escola ministrar palestras com sociólogos e psicólogos no intuito de esclarecer aos alunos a importância de saber identificar as notícias falsas e não ajudar a propagá-las. Ademais, é vital que o Governo Federal cobre das empresas, as quais gerenciam as redes sociais, o maior controle sobre publicações sem fundamentos, sob pena de multa para aquelas que não cumprirem essa função. A partir dessas ações, espera-se promover o aperfeiçoamento dos conteúdos compartilhados.