Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/10/2018

Que a verdade seja dita

O cientista Gregor Mendel que estipulou as leis da genética clássica realizando experimentos em ervilhas, afirmou sua teoria de que determinados genes tinham dominância sobre outros (genes recessivos). Contudo, o que Mendel não esperava era a importância que o meio tinha sobre a aparência final das ervilhas (como a exposição ao sol poderia deixar a ervilha mais verde e uma menos exposta levemente amarelada). Em síntese, o mesmo acontece com o ser humano. Quando somos expostos a uma rede de mentiras, por exemplo, é inegável que elas irão influenciar no modo que pensamos e agimos.

Por isso, é importante analisarmos a maneira que o fenômeno das “fake news” têm exercido sobre a sociedade contemporânea. Um exemplo recente, foi o compartilhamento de uma suposta cartilha de doutrinação e incentivo precoce de crianças a atos sexuais; que na verdade nunca existiu e a mentira foi apenas usada como manobra política em tempos de eleição. Logo, a justiça eleitoral teve que intervir para que tal boato fosse parado e não houvesse nenhuma dúvida sobre a sua veracidade. E infelizmente, o Brasil não é o único a sofrer com esse problema, já que o mesmo aconteceu em 2016 nas eleições americanas, onde uma empresa estava disseminado sistematicamente inverdades sobre a candidata Hillary Clinton.

O fenômeno têm se mostrado tão alarmante que grandes meios de comunicação criaram novos portais, como “lupa” e “aos fatos”, com a única finalidade de checar informações suspeitas, para evitar que mais usuários das redes caiam na suas falácias. Entretanto, ainda há muitas pessoas que preferem acreditar em notícias falsas que reafirmem a sua visão de mundo e suas concepções do que procurar a verdade por trás delas; hoje conhecido como momento “pós-verdade”, que inclusive, já foi eleita a palavra do ano durante as eleições norte americanas, pela Universidade de Oxford.

Pelos argumentos supracitados e, para que os meios em que moldamos nossas formações de ideias não sejam poluídas e possam nos influenciar negativamente, fica clara a necessidade de punir aqueles que compartilham as mentiras nas redes sociais, sem se preocuparem em pesquisar sua veracidade ou por interesse próprio. Assim como criar uma campanha intitulada “que a verdade seja dita”, unindo o ministério da educação e agências de comunicação que tomaram à frente no combate as “fake news", para lembrar a população dos riscos que elas podem representar na sociedade brasileira atual.