Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 31/10/2018

No século XXI, com o avanço da tecnologia, o acesso à informação se tornou mais rápido e prático. Embora as notícias falsas sempre terem existido, a sua disseminação nunca foi tão intensa quanto é hoje, principalmente por causa das redes sociais. Nota-se que os espalhamentos fazem parte de uma nova modalidade de guerra informativa, usada com objetivos políticos, econômicos e sociais. O que pode causar sérios problemas a quem acredita nessas informações.

É primordial ressaltar que os autores desses relatos caluniosos têm o intuito de enganar o leitor, com a propagação de fatos adulterados, ou também, a intenção de fazer piadas e gerar humor. Um exemplo disso foi durante a Era Vargas, houve divulgação sobre um falso plano comunista para tomar o poder no Brasil, o famoso Plano Cohen, possibilitou a Vargas instaurar a ditadura do Estado Novo e apenas anos mais tarde a farsa foi descoberta.

Deve-se abordar, ainda, que a proliferação dessas “Fakes News” atingem muitos indivíduos. É nítido que determinadas classes sociais estão fragilizadas no que toca a interpretação de certas informações, incluindo, por exemplo, os idosos, que possuem uma dificuldade maior em distinguir o que é real ou irreal. Desse modo, notícias tendenciosas ganham proporções ainda maiores.

Devemos, portanto, considerar as graves consequências que a circulação de boatos nas redes sociais podem trazer. Para reverter essa situação, uma parceria entre o Governo Federal e agências especializadas em checagem de notícias se faz necessária, com o intuito de diminuir a incidência de notícias falsas e suas consequências através de uma cuidadosa verificação de dados que circulam na internet e na mídia. Quanto ao indivíduo, cabe a utilização da dúvida hiperbólica de Descartes, onde o devemos a todo momento questionar as informações que chegam até nós, conferindo suas fonte. Assim, poderá haver uma reversão do estado caótico da mídia brasileira trazida pelas Fake News.